Salvação do basquete


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A Olimpíada não serve apenas para incendiar o espírito de competição das nações participantes. Os Jogos são fortes cenários para ações políticas, tanto de governos de Estado, como de dirigentes de confederações. No Brasil, é no basquete que há mais preocupação em como a seleção vai jogar e que desdobramentos os resultados obtidos atingirão o executivo da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), principalmente o presidente Gerasime Bozikis, o Grego, que termina seu mandato em 2009. Desde 1997 no cargo, ele só viu definhar o esporte no cenário nacional e internacional. O foco de análise está somente no time feminino, classificado após o Pré-Olímpico da Espanha. O masculino, em crise estrutural que já dura quase dez anos, ficou de fora pela terceira vez da competição. A estréia da nova geração do basquete feminino em Pequim acontece amanhã, contra a Coréia. Do lado do Brasil, o técnico Paulo Bassul, é estreante no cargo em uma Olimpíada. Não é só ele, Karen, Micaela, Fernanda, Mamá, Êga, Chuca, Franciele e Graziane são debutantes. Os períodos de glória do esporte são recentes, mas não vão pesar para a competição deste ano. O elenco e o comando mudaram e a nova geração vai precisar mostrar serviço. O período áureo do basquete feminino é recente. Em 1996, na Olimpíada de Atlanta, com Hortência, Branca, Magic Paula, Janeth e companhia, a seleção disputou o título com os EUA e ficou com a prata, o melhor resultado até hoje obtido. Em 2000, Hortência, Branca e Magic Paula aposentaram-se e coube à Janeth carregar o peso de ídolo. A francana Adrianinha surgia no cenário também. O resultado desse grupo com renovações foi uma medalha de bronze. Já em 2004, o cansaço de Janeth e a falta de substitutas ao elenco levou o País ao quarto lugar. Nessas três edições, o técnico Miguel Ângelo da Luz chegou à prata e Antônio Carlos Barbosa teve o bronze e o quarto lugar. Para fazer um paralelo, nesses Jogos, a renovação na seleção tinha acontecido, já sem o principal nome, Oscar, e com Hélio Rubens tentando inovar no comando. O treinador não conseguiu fazer da nova geração ser vencedora e o Brasil ficou de fora da de Sydney-2000 e Atenas-2004. Dá para notar que as mulheres são as únicas que podem ajudar o basquete no País. Entre esse grupo está Adriana Moisés Pinto, a Adrianinha, que com apenas 29 anos pode entrar para a história como quem ajudou a melhorar o basquete, ou que não conseguiu recuperar o esporte. Ela está em sua terceira Olimpíada e pode ajudar com a experiência. E esse é um motivo a mais para os francanos, que dizem viver na capital do basquete, exercer a torcida pelo esporte que eles mais amam. Vale acordar às 5h30 da madrugada de sábado para ver o jogo Brasil x Coréia.

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