Futebol olímpico vai acabar?


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Os amantes do futebol mundial devem aproveitar os jogos de Pequim. O esporte, da forma como conhecemos na Olimpíada, poderá acabar neste ano. Tudo devido à decisão de ontem da CAS (Corte Arbitral do Esporte), que desobrigou os clubes europeus de liberar os atletas com menos de 23 anos as suas seleções olímpicas. O futebol é um dos poucos esportes que não tem nos jogos suas principais estrelas. Tudo porque a Fifa não concorda em dar força a uma competição que pode em suma rivalizar com a Copa do Mundo. Por isso, sempre usou de subterfúgios para impedir o acesso dos principais e consagrados jogadores ao torneio. O torneio de futebol dos Jogos Olímpicos é a competição mais antiga da história. Começou a ser disputada em Londres, em 1908, mas só ganhou relevância a partir de 1920 (Antuérpia), quando passou a ser encarada como uma espécie de Copa do Mundo da época. Após a criação da Copa propriamente dita, em 1930, perdeu a importância, principalmente após a Segunda Guerra quando as seleções que jogavam a olimpíada ficaram impedidas de inscrever atletas profissionais. Com isso, os países do Leste Europeu, onde diziam que o esporte era amador, passou a ganhar a maioria dos torneios. As regras mudaram a partir de 1984, em Los Angeles, quando foi permitida a inclusão de atletas profissionais, exceto aqueles que já tivessem disputado uma Copa do Mundo. Duas Olimpíadas depois, em Barcelona- 1992, nova alteração: as seleções só poderiam ter jogadores com menos de 23 anos e poderiam inscrever três jogadores acima dessa idade. Com as transferências de jogadores para clubes da Europa, sempre a peso de ouro, os países que mais revelam atletas passaram a ter dificuldades em contar com suas estrelas com idade superior a 23 anos. Agora, a obrigatoriedade terminou até mesmo em relação aos que estão abaixo deste limite. Apesar da Fifa supostamente apoiar a presença dos atletas na Olimpíada, certamente a entidade não irá contra os principais clubes do planeta. Milan, Barcelona, Werden Bremen e vários outros consideram um ul traje ter de liberar seus atletas, cujos salários são astronômicos, em nome do espírito olímpico. A conta, segundo eles, não deve ser paga pelo empregador. Além disso, os jogadores correm risco de contusões, o que aumenta ainda mais o prejuízo. O raciocínio, aos olhos dos empresários, é correto. Para a Fifa, a iniciativa significa uma Copa do Mundo cada vez mais forte. Mas para os torcedores é uma pena. Já se fala que somente atletas Sub-18 disputarão a Olimpíada de Londres, em 2012. A tese deve ganhar ainda mais força agora. É realmente uma pena.

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