Em meio a um tempo em que todas as coisas mudam em uma velocidade impressionante, você, jovem, como eu, se pergunta: Devo acreditar em algo? Tenho que seguir a religião que foi me imposta?
Talvez eu não tenha a resposta, e talvez muitos também não encontraram uma. Sou filho de mãe católica e por isso sempre acreditei em Deus. “Reze para Deus que ele pode tudo”. Eram palavras reconfortantes quando estava triste, magoado, bravo. Se apoiar em alguém que “pode tudo” é realmente uma coisa extraordinária. Mas, com o passar do tempo, descobri coisas que me levaram a perguntar: Existe mesmo um “todo-poderoso”?
Pesquisei várias religiões e a grande maioria se apoiava a algo ou a alguém para explicar o inexplicável, para ajudar os necessitados, para perdoar seus pecados. No entanto, até que ponto isso acontece? Temos um problema grave no Brasil que é a mistura de pensamentos religiosos. Observo em meus amigos principalmente uma mistura nas crenças, como por exemplo, espíritas praticantes que sonham em casar-se em uma igreja católica. São confusões que às vezes fazem com que essas pessoas defendam sua religião sem saber do que realmente se trata.
Já vivenciei preconceitos de pessoas que acusam, julgam, condenam as religiões de outros apenas porque não entendem a sua própria e muito menos as deles. Isso acaba afastando um pensamento diferente dos demais. Quando um adolescente gosta de ser excluído? E a situação piora quando os pais impõem a seus filhos a religião deles como sendo a melhor ou simplesmente a incontestável.
Consegui definir religião como sendo a válvula de escape para os problemas. Peque e arrependa-se e serás perdoado, não sai da posição social em que nasceu para que na próxima vida você possa ser recompensado, sofra que no fim chegarás à felicidade.
São frases que mostram a fragilidade do ser humano para as coisas que não entendemos. Se não lutarmos em vida para fazer de nós pessoas melhores, acredito eu, que deus nenhum o perdoará. A verdade é que nós somos o que pensamos e o que fazemos, temos que nos basear em nós mesmos para depois procurar explicação em algo inexplicável. Temos que romper barreiras que são impostas a nós. Isso, em minha opinião, é acreditar em algo. Acreditar em você e ver o que você pensa sobre o assunto e não o que os outros querem que você pense.
Ticiano Jardim Pimenta
Aluno da Pestalozzi, incentivado pela profa. Camila Beghelli Schirato, conselheira do Comércio
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