Motos dominam as estatísticas de acidentes nas ruas de Franca


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Ágil, prática, mas também perigosa. Em quase todos os 173 acidentes que ocorreram em Franca durante o mês passado, havia uma moto. Foram 157 veículos envolvidos em 146 ocorrências, a maioria de colisões com carro. Mas as motos também figuraram em nove atropelamentos, 22 quedas e três choques. Numa das duas mortes de acidente de trânsito ocorridas dentro do perímetro urbano, também houve participação de uma moto. O total de carros acidentados no mesmo período chegou a 107, o equivalente a 37,41% dos 286 veículos envolvidos. Para o engenheiro e professor de transportes da Unifran (Universidade de Franca) Luís Márcio Faleiros, uma das explicações para um maior envolvimento de motos está relacionada às facilidades de aquisição do veículo. “Está mais fácil comprar uma moto e a maior parte das aquisições é feita por jovens sem preparo”. Ele acredita que a solução para uma menor taxa de acidentes seja a realização de campanhas de reeducação no trânsito e de fiscalizações mais rigorosas e freqüentes. “É um problema social que precisa ser mudado. O jovem precisa de uma maior marcação, pois se arrisca muito quando está com uma moto”, diz Faleiros. Especialista em trânsito de estradas, um engenheiro do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) de Ribeirão Preto, que preferiu não se identificar, disse também serem necessárias mudanças nas leis. “O jovem precisa ser reeducado para o trânsito, pois ele tem ímpeto de aventura principalmente com moto, mas é preciso que as autoridades também tenham liberdade de colocar os radares escondidos. Quando há o aviso, o motorista só diminui a velocidade próximo do aparelho, depois volta a abusar”. Em abril, matéria com dados do Detran mostrava que, em Franca, havia 41.357 motos em circulação e projeções de matemáticos da cidade alertavam para uma “invasão” dos veículos sobre duas rodas. Em sete anos, elas devem chegar a 83.839 motocicletas, mais que o dobro do total atual. Para o motorista Gustavo Ramos Clemens, a falta de respeito dos motoqueiros e a permissão para fazer ultrapassagem dos dois lados podem ser enumeradas como fatores que contribuem para o grande número de ocorrências envolvendo motos. “A maioria dos motociclistas tem uma péssima educação no trânsito, principalmente entregadores que não respeitam o limite de velocidade”.

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