Seis grávidas estão presas em Batatais


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SUPERLOTADA - Imagem de arquivo mostra presas sendo conduzidas a suas celas na Cadeia Feminina de Batatais: número de presas é cinco vezes maior que a capacidade do local que, atualmente, conta com seis mulheres grávidas
SUPERLOTADA - Imagem de arquivo mostra presas sendo conduzidas a suas celas na Cadeia Feminina de Batatais: número de presas é cinco vezes maior que a capacidade do local que, atualmente, conta com seis mulheres grávidas
Um levantamento feito pela reportagem do jornal Comércio da Franca aponta que, embora tenha havido uma queda nos últimos dois meses, o número de mulheres grávidas na Cadeia Feminina de Batatais ainda impressiona. Na última quinta-feira, uma listagem mostrava que, das 101 detentas que cumprem pena ou aguardam julgamento no local, seis estavam com gravidez confirmada. Em junho deste ano, o índice de mulheres grávidas poderia chegar a 11,3%, já que havia oito grávidas confirmadas e outras quatro aguardando resultados de testes de gravidez. Isso em um universo de 106 presas. Entre as detentas que engrossaram o índice de gestantes no local, está a sapateira de Franca Suellen Barbosa Rodrigues, 20, atualmente grávida de seis meses. Ela está presa desde maio, quando foi recolhida por ser suspeita de planejar o roubo que culminou no assassinato do próprio pai, o comerciante Severino Rodrigues, 37, ocorrido em fevereiro deste ano. A advogada Adriana Telini Pedro foi outra francana que se incluiu na lista das detentas grávidas no período em que permaneceu no local, em fevereiro deste ano. Atualmente, Telini é foragida da Justiça. Pesa contra ela dois mandados de prisão em processos diferentes. Os delegados de Batatais se revezam na direção da cadeia. Um deles, que disse preferir não conceder entrevistas formais, afirmou que todas as gestantes já entraram na cadeia nessa condição. “Não há visita íntima e todas as visitas são feitas no pátio. Não existe a possibilidade de engravidarem aqui”, disse. As visitas acontecem às quartas-feiras, das 14 às 16 horas, e somente é permitida a freqüência de parentes de primeiro grau, inscritos numa listagem da cadeia. Para cuidar da saúde da população carcerária um médico clínico-geral visita a cadeia semanalmente. Quando as detentas precisam de atendimento médico especializado, assistência odontológica ou fazer exames laboratoriais, uma escolta policial as acompanha até a Santa Casa da cidade ou aos ambulatórios onde são feitos os procedimentos. O atendimento, ainda de acordo com ele, inclui um rigoroso pré-natal das gestantes. [FOTO2] Como na cadeia da cidade não há uma instalação específica para que as mulheres recebam assistência médica, os atendimentos são feitos no cômodo inicialmente destinado ao parlatório, mas que se transforma em consultório médico às quartas-feiras. Sem condições estruturais para abrigar mãe e filho, quando se aproxima a hora do parto, a medida adotada pelos delegados é pedir à Justiça a transferência da gestante para uma unidade carcerária especial, própria também para presas que deram à luz recentemente. Com exceção de uma detenta - que chegou a ter o bebê enquanto cumpria pena e só então recebeu o direito de cumprir a pena em regime aberto -, as demais foram transferidas ou ganharam a liberdade antes de entrar em trabalho de parto.

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