O senhor é nossa segurança


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A palavra de Deus que será proclamada neste domingo nos conforta revelando que em meio às tempestades de nosso tempo, o Senhor garante que está em nosso meio. A liturgia da Palavra é composta por um trecho do 1º livro dos Reis, pela carta aos Romanos e pelo capítulo 14 do evangelho de Mateus. O Senhor é nossa segurança, pois, é nosso Pai e ao comemorarmos o Dia dos Pais, este tema é muito significativo. A primeira leitura relata o encontro do profeta Elias com Deus e as corajosas atitudes desse profeta. O profeta Elias viveu e desenvolveu sua missão perto da metade do século IX antes de Cristo. Israel se transformou numa nação rica e poderosa. Aquele que governa, Omri, faz certas alianças com os reis vizinhos que favorecem a estabilidade para a nação. Um de seus filhos casa-se com a filha do rei de Tiro, que se chamava Jezabel. Será ela que orientará seu marido sobre o modo de governar, introduzirá usos e costumes da sua terra e tentará desarraigar a fé no Senhor. Contra estas atitudes é que Elias ergue a sua voz. Mas... muitos seguem a rainha e a um certo ponto ele tem a impressão de estar sozinho na luta pela defesa da fé no verdadeiro Deus; teme pela sua vida porque Jezabel não está brincando e quer matá-lo. Elias foge para o sul, em direção do deserto, onde se encontra o monte de Deus, Oreb ou Sinai. Ali o profeta recebe a revelação de Deus. Deus se manifesta de um modo diferente daquele que o deus de Jezabel, Baal, se manifestava. Elias percebe que o Senhor não se encontra no vento, nem no terremoto, nem no fogo, mas “no murmúrio de uma leve brisa”. Javé, o único Deus, é completamente diferente. O modo como Deus se manifesta a Elias, na serenidade do silêncio, revela que a essência do mistério de Deus é a paz e o silêncio. O profeta entende que fora chamado e enviado não para a violência e sim para o serviço paciente. Elias que possuía um temperamento fogoso e impetuoso, descobre a presença do Senhor na brisa suave e no sussurro do vento. Ele teve que se afastar do barulho da cidade, atravessar o deserto, experimentar a solidão da montanha para encontrar-se com Deus. Se possuímos um temperamento agitado, se somos estressados sempre, se nos irritamos com tudo, torna-se difícil “viver de verdade, a vida”. Elias teve outra atitude e foi feliz. E você: não será preciso mudar seu jeito!? No nervosismo tudo é mais pesado, na calma, você faz até mais e não se cansa tanto. Pense... A segunda leitura revela que Paulo se encontra diante de uma encruzilhada que o angustia: porque os judeus, seus patrícios, rejeitaram a Cristo? Quando esta carta foi escrita tinham decorrido quase trinta anos da morte e ressurreição de Jesus. Durante este tempo o apóstolo procurou de todas as formas anunciar Cristo aos seus irmãos israelitas, mas não conseguiu resultado algum. Na leitura deste dia, ele revela que estaria disposto até a ser excomungado e separado de Cristo, se isto pudesse servir para recuperá-los. A experiência do apóstolo Paulo é a imagem daquilo que frequentemente acontece também em nossos dias. Quem não fica profundamente sentido, triste e questionado, ao ver alguns membros da própria família,ou amigos muito queridos, ou a namorada, ou um filho, que não querem nada com Cristo, com o Evangelho, com a vida cristã? O evangelho relata que depois de todos se saciarem, Jesus ordena que os discípulos entrem na barca e sigam para o outro lado do mar, enquanto ele despede a multidão. No alto da montanha e na solidão, Jesus entrega-se à oração. Os discípulos, no mar navegam em direção à região dos gentios a fim de dar continuidade à missão de anunciar que a sociedade se constrói pela partilha. O mar está agitado. Na obscuridade da madrugada, Jesus, caminhando sobre as águas, vai ao encontro dos discípulos em dificuldades e com medo. Eles o confundem: “é um fantasma”. É preciso que ele se identifique: “Sou eu! Não tenham medo”. Nas horas difíceis, Jesus é o “Deus-conosco!” Jesus subiu à barca e a impetuosidade do vento cessou, ou seja, quando estamos com Ele, nenhum obstáculo é maior que a capacidade de superá-lo. A presença de Jesus é determinante para atravessar qualquer tempestade. O evangelho de hoje nos conclama a dar um passo decisivo: reconhecer a face de Deus no Ressuscitado, que estende a mão aos discípulos que se sentem sós e se debatem nas dificuldades da vida. SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA Com a comemoração do Dia dos Pais, o Brasil católico celebra a “Semana Nacional da Família”. O tema é: “Ser família: escolher e defender a vida”. Com palestras, celebrações especiais e orações pedimos que nossa família seja uma oferenda agradável a Deus. HOMENAGEM AOS PAIS Pai, você é o amigo fiel e companheiro, constante que sempre desejei. Hoje agradeço a Deus por ter-me dado você, para que eu viesse ao mundo e por ter cuidado de mim quando pequeno. Aos poucos, eu fui crescendo, e você me indicou o caminho da vida. Você me mostrou que a vitória se alcança com empenho e coragem. Com seu trabalho e, as vezes, suas broncas, você me incentivou a ser honesto e dedicado. Não faltaram momentos de dificuldades e até de desavenças. Mas a amizade e o diálogo superaram todos os percalços. Por isso, hoje eu digo: obrigado por tudo! Agradeço a Deus porque me deu um pai como você! (Mensagem extraída do Mensageiro de Santo Antônio - agosto de 2008) José Geraldo Segantin Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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