O coador de café de pano foi aposentado há anos pela maioria das pessoas, e tudo indica que, daqui a alguns anos, o lugar onde ele fará mais sucesso será em museus ou antiquários. Ao longo dos anos, a peça perdeu espaço para o filtro de papel e está sendo aniquilada, de vez, pelas modernas máquinas de café, cada vez mais comuns nos corredores de grandes empresas, centros de ensino, órgãos e espaços públicos.
Os “robôs que fabricam café” são sempre bem recebidos onde quer que cheguem. No Grupo Corrêa Neves de Comunicação, não tem sido diferente. Instaladas há três meses no hall de entrada da redação e na sala de recepção do Grupo, duas máquinas da marca Italian Coffee estão fazendo o maior sucesso.
Sedutoras com as suas diversas opções de bebidas com sabor e cremosidade intensos, elas “chamam” os funcionários que acabam não resistindo e comprando um cartão para liberar as doses preferidas. A rapidez no preparo da bebida é um atrativo a mais.
Com capacidade para preparar pelo menos oito bebidas diferentes com combinações de ingredientes solúveis, os robôs têm funcionamento simples, higienização prática e fácil abastecimento, fatores que fazem com que eles se tornem “simpáticos” entre todos os funcionários.
A Italian Coffee, líder nacional em máquinas de café expresso, iniciou as suas atividades há 20 anos e tem sua atuação focada em máquinas profissionais (aquelas que parecem chopeiras, comuns em padarias, bares e restaurantes) e em vending machines (de auto-serviço, direcionadas ao uso corporativo, presentes no País desde 1996).
PARA FICAR BOM
A receita do café perfeito é praticamente uma questão matemática. Tendo como preceito a qualidade dos grãos e a higiene, o processo inclui a moagem, prensa dos grãos e a infusão, feita com a temperatura e pressão da água ideais.
O empresário do setor cafeeiro, Samuel Bologna Faraco, 21, explica que cada etapa tem seu segredo e importância. “Nas máquinas vending, o grão é moído, compactado e é feita a infusão de água na pressão de 15 bar. A temperatura da água deve estar em torno de 95 graus e nunca pode ferver para que a qualidade do café seja mantida”, disse.
Mas o café expresso dos robôs fica mesmo melhor que o tradicional cafezinho feito em casa? Faraco disse não haver dúvidas sobre isso. “A grande vantagem dessas máquinas é que elas moem o grão na hora, o que garante que todo o aroma, essência e demais propriedades do café sejam mantidos”, afirmou, apontando mais um benefício.
“As máquinas evitam os desperdícios. Basta fazer uma simples comparação: para se ter café quente o dia todo em uma garrafa térmica, é comum que se coe o produto umas três vezes ao dia e, sempre, um pouco da bebida é desperdiçada, mas com as máquinas não tem isso”.
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