Depois do incêndio, Calçados Mironelli retoma produção


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O empresário Pedro Marcondes, na sala administrativa da Mironelli. Ao fundo, pode ser observada a nova linha de produção da empresa
O empresário Pedro Marcondes, na sala administrativa da Mironelli. Ao fundo, pode ser observada a nova linha de produção da empresa
A Calçados Mironelli, fábrica que foi tomada por incêndio no dia 23 de junho, está em plena atividade. Depois do susto e do prejuízo, a diretoria da empresa alugou um novo galpão, reformou esteiras, comprou maquinário e, há duas semanas, recebeu de volta seus 80 funcionários que estavam em férias. Para o diretor, Pedro Marcondes, o incentivo da família, dos amigos e a fé foram fatores determinantes na retomada da empresa. “No começo, foi difícil de acreditar, mas conseguimos graças a Deus e aos amigos. A satisfação de ver tudo funcionando é grande”, disse. No dia do incêndio, Pedro e a mulher estavam em São Paulo, felizes, porque receberiam um prêmio de qualidade e conforto em sapato. Em Franca, seus três filhos tomavam conta da empresa e preparavam as amostras dos calçados que seriam expostas no estande da Francal, na semana seguinte. O fogo destruiu muitas amostras. Ainda assim, os diretores não desistiram. Pedro voltou rápido da capital e, junto com os filhos, tomou a decisão de participar da feira. Ao voltar da Francal, no dia 5 de julho, era hora de retomar os trabalhos e fabricar o que venderam. Pedro alugou um barracão, no Jardim Paulistano, e iniciou a mudança. Máquinas foram substituídas e as esteiras reformadas. Os fornecedores ajudaram na entrega rápida de material e, exatos 30 dias depois do incêndio, os funcionários foram convocados. “Não demitimos ninguém. Conseguimos trazer de volta todos os trabalhadores”, disse. Para o empresário, agora só falta retomar a produção diária que era feita antes do incêndio. Dos 800 pares fabricados por dia, a empresa quer chegar aos mil. O INCÊNDIO O incêndio que atingiu a Mironelli foi de grandes proporções. O fogo teve origem nos fundos do prédio, em uma caçamba, e atingiu parte do estoque, almoxarifado e linha de produção. Devido à presença de produtos inflamáveis, as chamas se propagaram com intensidade. Ninguém se feriu. Tamanho foi o estrago que a empresa não pôde funcionar no mesmo barracão, no Jardim Petráglia. O prédio está em reforma que será paga pelos diretores da Mironelli. A empresa tinha seguro.

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