Aos 60 anos, aposentado planta árvores pela cidade


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Aloizio Rodrigues da Silva mostra uma das primeiras mangueiras que plantou no Jardim Flórida: “Antes vermos árvores nos terrenos do que braquiária (mato)”
Aloizio Rodrigues da Silva mostra uma das primeiras mangueiras que plantou no Jardim Flórida: “Antes vermos árvores nos terrenos do que braquiária (mato)”
Desde 2000, o torneiro mecânico aposentado Aloizio Antônio Rodrigues da Silva, 60, decidiu, de semente em semente, deixar as ruas de Franca mais verdes. Ele planta mudas em terrenos e cuida das espécies até que “consigam” sobreviver sozinhas. Só num terreno público da Avenida Doutor Hélio Palermo, na Vila Isabel, Aloizio cultiva 60 exemplares. As espécies são variadas; algumas frutíferas. Há aroeira da praia, ipê-roxo, palmeiras, flamboyant-mirim, pés de goiaba, manga e até pitanga e ameixa. Parte das mudas foi cultivada pelo próprio voluntário em sua casa e outras foram doadas pelo Jardim Zoobotânico. Depois do plantio, Aloizio acompanha durante dois anos seguidos as plantas. Três vezes por mês passa pelo local para regá-las. “Trago várias garrafas PETs e coloco dois litros de água em cada pé na época da seca nos primeiros anos. Também combato algumas espécies de formigas que destroem as árvores”, disse. A Prefeitura e alguns vizinhos ajudam a regar os exemplares. A área da Avenida Doutor Hélio Palermo foi a segunda a receber espécies vegetais das mãos de Aloizio. A iniciativa dele começou no Jardim Flórida, onde tem uma casa. Motivado pelos vizinhos, que já têm hábito de arborizar o bairro, ele plantou 12 mudas, entre pés de manga, jaca, amoreira, jenipapo e coqueiro. Com oito anos de idade, os exemplares estão grandes. “Precisamos amenizar o calor e as árvores fazem sombra fresca. Elas filtram o ar que respiramos. Antes vermos árvores nos terrenos do que braquiária (mato)”. Na casa dele, na Vila Isabel, reservou um espaço na entrada para plantar árvores. Neste mesmo local, cultiva sementes em saquinhos para depois replantar. “Deixei essa área para ter sombra, ar fresco e evitar enchentes porque a água das chuvas tem área com terra para penetrar. Também dôo as mudas para amigos que têm chácara”, disse Aloizio. Aloizio espera que a iniciativa dele sirva de exemplo. “Algumas pessoas não gostam e acham que árvore faz sujeira, mas elas são importantes”. Ele já perdeu a conta de quantas árvores plantou.

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