Ser sede dos Jogos Olímpicos, como o Brasil cogita ser em 2016, exige que as entidades locais desenvolvam políticas para disseminar a participação de atletas do País em diferentes modalidades. Um dos esportes em que os dirigentes não dão atenção por aqui é a luta olímpica. Nesta edição da Olimpíada a vanguardista é Rosângela Conceição, a Zanza, de 35 anos. Ela é a primeira mulher, e atleta também, a disputar o estilo na competição.
O esporte está relacionado intrinsecamente ao ideal dos Jogos. Há documentos que indicam a origem dela no segundo milênio antes de Cristo e foi incorporada à Olimpíada no ano de 708 a.C. O imperador romano Nero (37 d.C -68 d.C) foi praticante. O ex-BBB Marcelo Gomes, o “Zulu”, é outro lutador e com maior nível técnico, Antoine Jauode é um dos mais graduado do País na categoria até 96 kg.
A competição da modalidade começa nesta terça-feira. As disputas se iniciam com os homens e os principais nomes são o russo Makhach Murtazaliev, campeão mundial na categoria até 74 kg, o ucraniano Ibragim Aldatov e Chamsulvara Chamsulvaraev, do Azerbaijão. Cuba briga por medalha com Michel Batista, na categoria até 96 quilos.
A brasileira Zanza só vai lutar no próximo domingo e não aparece como aposta para conquistar medalha e pode passar despercebida pela televisão. Agora, o leitor pode-se perguntar: por que dar atenção a esse esporte?
A luta olímpica é também conhecida como wrestling, ou luta livre, mas não nos moldes dos embates que leva um dos oponentes ao hospital ou àquelas brigas "encenadas" nos EUA. É uma disputa que envolve muita técnica e exige do lutador superar seu oponente levando-o ao chão sem dar socos, chutes. Assemelhando-se ao jiu-jitsu.
Os praticantes do judô também possuem facilidades para migrar à luta olímpica, como é o caso de Rosângela Conceição, que esteve na Olimpíada de Atlanta-96 pela primeira modalidade comentada neste parágrafo. Tantos judocas ficam de fora das convocações, não só porque não conseguiram classificação, mas também porque a Confederação Brasileira de Judô possui uma "panela" que dificulta o aumento do nível de novos atletas.
Nada melhor a esses atletas do que explorar um esporte sem praticantes e aumentar as chances de medalhas. Em Franca, a equipe de judô "experimentou" a luta olímpica nos Jogos Abertos, a Olimpíada Caipira, para acumular mais medalhas na conta da cidade.
A Federação Paulista de Luta Olímpica e a Confederação Brasileira de Lutas Associadas precisam despertar para novos horizontes. Aqui na cidade, Helena Romanelli, Mayara Amália, Paulo Vitor Reis, Carlos Zacarias, Rubiane Giarrino, Dalton Romeu Silva, Kairo Santana e Lumma Roberta já praticam o esporte e conquistaram medalha na Copa Brasil Internacional, ano passado.
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