O drama diário dos pacientes que enfrentam horas na fila do DRS-8 (Departamento Regional de Saúde) para retirar gratuitamente remédios de alto custo e de uso contínuo parece não ter fim. Diariamente, a acanhada farmácia que funciona na antiga Estação Mogiana recebe centenas de pessoas. Em abril, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou que faria a mudança do DRS para um prédio nas proximidades do Distrito Industrial e prometeu contratar mais atendentes, mas quatro meses depois, nenhuma das melhorias prometidas foi concretizada.
Os pacientes que não têm condições financeiras de adquirir os medicamentos seguem sofrendo com a demora no atendimento, chegando a permanecer por mais de 10 horas na fila. Alguns também reclamam de mau atendimento por parte dos servidores.
Aos 72 anos e com quatro pontes de safena, o aposentado Antônio Policarpo Domenes chegou ao DRS ontem por volta das 8 horas, retirou sua senha e foi colocado na mesma fila onde estavam os demais pacientes. “Eu compro alguns medicamentos com o meu dinheiro, mas o que custa mais caro retiro aqui. Todo mês tenho de enfrentar essa fila. Só me resta pegar a senha e esperar a boa vontade deles (funcionários) em fazer o atendimento”, disse.
Já o jardineiro José Eurípedes de Souza, de 56 anos, faltou do trabalho para poder retirar os remédios de sua mulher, que é diabética. “Cheguei aqui às 6 horas e acho que vou embora só ao meio-dia. É uma falta de respeito, pois são pessoas doentes que estão aqui e realmente precisam dos medicamentos. Até quando esse sofrimento vai continuar?”, indagou.
Arthur Chioramital, assessor de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, não quis precisar uma data, mas afirmou que a mudança do DRS-8 deverá acontecer em breve. “Toda a documentação foi providenciada e o contrato de locação já está pronto e assinado.
Agora estão sendo feitas pequenas adaptações na estrutura do prédio, pois vários outros órgãos governamentais, como a Vigilância Sanitária, também funcionarão no local”, disse o jornalista.
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