Coloridos, exuberantes e chamando a atenção pelas ruas e avenidas da cidade. A época dos ipês está de volta, só que agora as flores estão em tom amarelo. As árvores aproveitam o inverno para florescerem e, até o fim de setembro, deverão estar presentes na paisagem urbana. Em Franca, eles podem ser observados em pelo menos sete locais: na Avenida Major Nicácio, na Rua Voluntário José Rufino, na Avenida Eliza Verzola Gosuen, no City Petrópolis, na Avenida Chico Júlio e nas árvores próximas ao Póli e à Unifran.
O gerente de uma oficina na Avenida Chico Júlio, Ari Ferreira, disse que adora as árvores. Em frente ao seu estabelecimento comercial onde ele trabalha, existem dois ipês amarelos. “Eles dão cor à avenida e muitas pessoas que passam por aqui dão uma paradinha para apreciar melhor”. Segundo ele, quando a temporada de flores termina, dá a impressão que a árvore não vai florescer novamente. “Os ipês são surpreendentes porque ficam secos, mas, de repente, se tornam cheios de flores de novo”, disse.
Existem três cores da espécie que florescem em épocas diferentes. Segundo o paisagista da Prefeitura Márcio Fernando Silveira Rodrigues, as flores roxas ou rosas são as primeiras a desabrocharem. “Elas começam no início do inverno em junho, depois, neste mês de agosto é a vez das copas amarelas. Por fim, em setembro, os cachos brancos encerram a época”, disse. Em Franca, os ipês foram plantados há mais de 30 anos e podem viver por mais de seis décadas. Os ipês brancos chegam a medir 7 metros de altura e o amarelo e o roxo podem atingir 10 metros. Os três tipos só florescem no inverno e depois dos sete anos de idade.
As árvores estão entre as preferidas para arborização da cidade. A distribuição delas é gratuita e feita pelo Jardim Zoobotânico. “Qualquer morador pode solicitar as mudas. Nós fazemos uma avaliação do espaço destinado às arvores para evitar problemas como raízes estourando nas calçadas”, disse Rodrigues.
A aposentada Aparecida Silva Souza, 76, que mora há 40 anos na Avenida Eliza Verzola Gosuen, também é uma apreciadora dos ipês.
“Eu plantei duas mudas no canteiro desta avenida há mais de 20 anos, um já morreu, mas o outro permanece vivo e florido”. Nestes meses de inverno, a aposentada observa a árvore da janela de casa quase todos os dias. “Pela manhã, eu abro e aprecio. O ipê é como se fosse meu filho, ele enfeita a rua e deixa a gente mais alegre e feliz”, disse.
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