Populares que passavam pelas proximidades de uma parada de ônibus da Rua General Osório, Bairro Estação, em Franca, se revoltaram no começo dessa semana quando viram um motorista de ônibus ignorar a presença de um idoso, que acenava, parado no ponto de espera.
Esse senhor que aguardava o coletivo, de cabelos brancos e usando bengala para se apoiar, estava indo para uma consulta médica e o motorista pouco se importou com ele, acelerando e passando direto pelo ponto. Certamente acredita que jamais ficará envelhecido! Deveria ser punido pela discriminação, mas ninguém se lembrou de anotar a placa do coletivo e denunciá-lo.
É preciso que o motorista que tomou essa atitude, abandonando esse senhor no ponto de ônibus, entenda que o envelhecimento é um processo pelo qual todo ser vivo passa, porque ninguém acorda velho de um dia para o outro. Só existem dois caminhos para o ser humano: ou morre quando ainda é jovem ou envelhece, não tem outra hipótese!
Parece óbvio, mas certamente esse profissional do volante e muitas outras pessoas não conseguem enxergar desta maneira devido à imagem equivocada que têm do idoso e do envelhecimento. A falta de crédito em relação ao idoso faz parte de nossa cultura em que tudo de bom é para o jovem e o de ruim fica para o velho. Quando algum idoso consegue sair do “padrão” estipulado pela sociedade voltando a estudar, praticando esportes radicais, ou até se casando na terceira idade, as pessoas levam o caso com uma mistura de repulsa e fascinação. E está aí a grande diferença entre envelhecer e ser velho.
A sociedade toma o envelhecimento dentro de uma perspectiva negativa, ou seja, ser velho significa não ter valor algum, significa algo ultrapassado. À medida que a pessoa envelhece, é como se ela fosse perdendo o valor e perdendo direitos. Faltam políticas públicas que assegurem dignidade a essa faixa da população. Por essa razão o idoso tem hoje atendimento incorreto no sistema de saúde, é discriminado no ambiente familiar, nos bancos, nas filas e no transporte coletivo, como o caso desse senhor que citamos.
Essa imagem com relação à velhice e ao envelhecimento só poderá ser mudada quando o pensamento for outro. Quando se acreditar que envelhecimento é um processo e não um castigo. Quando tivermos um novo olhar com relação ao tempo e a história que ele nos ajuda a escrever. Nossos idosos não podem ser esquecidos ou ignorados, pois são verdadeiros monumentos e alicerces da nossa sociedade.
Franca é uma cidade de idosos. São milhões em todo o Brasil, mas talvez eles não tenham ainda se conscientizado do poder que está em suas mãos. O voto é uma grande arma para mudar o rumo do nosso País e os idosos precisam utilizá-lo com responsabilidade e muita clareza, pois não perderam sua cidadania, possuem direitos e deveres como todo o cidadão, pois a idade não lhes tira qualquer responsabilidade. É preciso que lutem para que empresas de ônibus e motoristas como esse, aprendam a respeitar o Estatuto do Idoso.
REDUNDÂNCIA
Fulano não resistiu aos ferimentos e morreu. Que tal? Esse tipo de frase é muito comum na boca e na pena de repórteres, digamos, desligados do ofício. Questão de lógica. Se alguém vai a óbito em conseqüência de ferimentos, é porque não resistiu a eles, está visto. De modo que basta dizer que “fulano não resistiu aos ferimentos”. Percebe-se desde logo que houve óbito. Ponto final.
TOMANDO TODAS
Com a Lei Seca em pleno vigor, muitas pessoas que saiam para tomar “todinhas e mais algumas” mudaram de atitude e começaram a pegar táxis para retornar para suas casas. Amigo contou que aqui em Franca, conhecido comerciante, após engolir toda água que passarinho não bebe, ligou para um taxista que chegou pior que ele. Por sorte, chegaram ao destino são e salvos. A Polícia precisa ficar de olho em taxistas que bebem em serviço e autuá-los.
NEGATIVO
Perguntar a um brasileiro se ele vai bem, fica difícil responder que sim. Não pode ir bem o cidadão sem um teto para morar e que vive na miséria. Nenhuma democracia pode ser companheira do sem-teto, do sem-emprego, do sem-comida. Vão bem? Uma ova. Para confirmar que no atual governo os pobres estão cada vez mais pobres, é suficiente ver nas ruas de Franca homens e mulheres, jovens e velhos e até crianças, empurrando e às vezes puxando feito animais, aqueles carrinhos à cata de papel, garrafas, ferros, plásticos e por aí vai. É esse o governo que iria acabar com a fome e a miséria?
POSITIVO
Se houve duras críticas, agora há também elogios à Sabesp, que conseguiu realizar nesse último fim de semana, em 12 horas, com êxito, a manutenção da adutora do Rio Canoas, principal manancial que abastece Franca e Restinga. Vendo o francano sorrindo feliz, com água nas torneiras, São Pedro resolveu entrar na festa e interrompeu a seca de quase 50 dias, mandando chuva pra valer. Continua chovendo e a qualidade do ar melhorou muito.
REMÉDIO PARA TOSSE
O farmacêutico entra na sua farmácia e repara num homem petrificado, com os olhos esbugalhados, mão na boca, encostado em uma das paredes. Ele pergunta para o estagiário:
- Que significa isto? Quem é esse cara encostado naquela parede?
- Ah! É um cliente que queria comprar remédio para tosse. Ele achou caro, então eu vendi um laxante.
- Você ficou maluco? Desde quando laxante é bom para tosse?
- É excelente. Olha só o medo que ele tem de tossir.
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
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