Enade aprova maioria dos cursos da região de Franca


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Dos 11 cursos superiores da região que foram avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho dos Estudantes) em 2007, oito foram aprovados ao atenderem as condições exigidas pelo Ministério da Educação para funcionar. Eles obtiveram conceito três numa escala que vai de um a cinco. Outros sete deveriam ter sido avaliados, mas por não terem turmas com alunos concluintes ou por terem boicotado a prova ficaram sem conceito final. O resultado foi divulgado ontem pelo MEC juntamente com o novo conceito de avaliação das instituições e dos cursos superiores. O novo método recebeu o nome de Conceito Preliminar e leva em consideração o aprendizado do aluno depois de ingressar na faculdade, a nota do Enade e da avaliação dos professores e infra-estrutura da instituição. O melhor resultado da região foi apresentado pelo curso de agronomia da Faculdade “Doutor Francisco Maeda”, de Ituverava, com nota quatro. O resultado foi comemorado pela direção da instituição. “A gente espera um bom desempenho porque investimos muito nisso no ano passado. Modernizamos a biblioteca, construímos novos laboratórios, fortalecemos as atividades rurais e os projetos desenvolvidos dentro de sala de aula”, disse o diretor da faculdade, Márcio Pereira. A Unifran teve dez cursos avaliados pelo Enade. Destes, apenas o curso de biomedicina obteve conceito dois. Os demais receberam nota três. Com o desempenho, o curso de biomedicina receberá a visita de técnicos do Inep porque as instituições que tirarem notas um ou dois serão reavaliadas. “Independentemente da nota do curso de biomedicina ou mesmo dos avanços obtidos na média geral dos demais cursos, a universidade vai propor medidas para melhorar o desempenho dos alunos”, disse a pró-reitora acadêmica da Unifran, Hercídia Coelho. O mesmo acontecerá com o Centro Universitário Claretiano de Batatais. O curso de Educação Física teve nota dois e terá que dar explicações para o Ministério da Educação pelo fraco desempenho. A instituição também foi procurada, mas por ser feriado na cidade, ninguém foi encontrado. A Unesp creditou a falta de conceito do curso de serviço social ao boicote dos alunos. “Eles apenas assinaram a presença porque sabiam que se não fossem não receberiam o diploma”, afirmou a coordenadora do curso, Adriana Giaqueto.

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