A chuva de ontem deve atrasar as obras de alargamento do Córrego dos Bagres, na Avenida Doutor Hélio Palermo. A empresa responsável pelos serviços, a Infratécnica Engenharia e Construções, foi obrigada a dispensar 40 dos 80 funcionários da obra ontem e perdeu o represamento da água feito para permitir a execução dos serviços.
Roberto La Torraca Lima, engenheiro civil responsável pela obra, não citou valores, mas disse que houve prejuízos. “Precisamos mandar os funcionários para casa (e eles receberão o dia normalmente) e teremos de represar a água novamente. A cada um dia de chuva, nós perdemos dois de trabalho. No dia chuvoso, paramos e, no outro, refazemos o que a chuva destruiu. Estamos preocupados com o prazo de entrega”. A conclusão está prevista para setembro deste ano. Os comerciantes da avenida têm reclamado constantemente das obras, alegando quedas nos negócios.
Roberto disse que os prejuízos não foram grandes, porque os materiais usados para represamento da água não custam caro. “Usamos apenas sacos de areia para segurar a água e podermos executar os serviços”.
O alargamento do Córrego dos Bagres visa evitar enchentes na Avenida Doutor Hélio Palermo, no trecho entre as Ruas Afonso Pena e Evangelista de Lima. As reformas consumirão cerca de R$ 4,5 milhões.
EM ORDEM
Uma das preocupações com as pancadas de chuva desta terça-feira foram as obras no Rio Canoas, realizadas pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O solo na região é instável, parecido com areia movediça e despertou preocupação em algumas pessoas. Mas Rui César Bueno, gerente distrital da empresa, tranqüilizou a população.
Como os serviços foram feitos entre domingo e segunda-feira, não há riscos. “Ainda bem que fizemos a intervenção antes. Já havíamos fechado a cratera e não há mais risco de deslizamento. Se o buraco ainda estivesse aberto, poderia comprometer sim”, disse. Nos últimos reparos, houve transtornos e a cidade ficou uma semana com o abastecimento de água.
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