Em entrevista gravada, Josivaldo “Bahia”, disse que ele e seus familiares não pretendem continuar ocupando o espaço público onde mantêm uma lanchonete. Ele disse que é uma situação vivenciada por mais de 1,5 mil comerciantes e que mudará para um espaço particular para evitar “encheção de saco”.
Comércio da Franca - Você é proprietário de um destes estabelecimentos (Bahia Lanches)?
Josivaldo Bahia - De um só.
Comércio - Em área pública do Jardim Noêmia?
Bahia - É do meu irmão. É o meu irmão que está lá.
Comércio - E vocês têm autorização da Prefeitura?
Bahia - É verbal.
Comércio - A Prefeitura não oferece opção para legalização?
Bahia - Nunca procuramos saber, não.
Comércio - Você sabe dizer para o que aquela área tinha sido destinada?
Bahia - Ali vai ser uma capela e quando o pessoal faz as festas comunitárias, usa os banheiros de lá (da bolota).
Comércio - Os banheiros do seu estabelecimento?
Bahia - Meu, não. Lá é do meu irmão Valdoízio Ribeiro da Silva. Meu mesmo no Jardim Noêmia não tem nenhum. Bahia Lanches, não. Com o meu CNPJ, não.
Comércio - Mas todos se chamam Bahia Lanches...
Bahia - É porque é meu irmão, né? Ele pediu para colocar o nome e eu deixei, mas a razão social é no nome dele.
Comércio - É ele quem administra?
Bahia - Ele é o dono de lá. Eu não tenho nenhuma (bolota) em áreas públicas.
Comércio - Mas agora há pouco você falou que tinha uma.
Bahia - Não... tenho. Porque o meu irmão, ele, ele... nós colocamos ele lá. Mas meu mesmo é só o da Avenida Brasil. As outras são dos meus irmãos.Tem que ficar bem claro que não é meu, mas estabelecimentos em áreas públicas têm acima de 1,5 mil em Franca. Todo mundo usa.
Comércio - Mas e se a Prefeitura quiser tirar?
Bahia - Tira na hora. Inclusive, nós já vamos tirar de lá, por causa de encheção de saco. Não sei se homem tem que ficar mendigando 150 ou 200 reais por mês, que é o que vamos pagar num terreno particular. Vamos procurar um terreno particular lá próximo e vamos montar lá. Já encheu demais o saco.
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