A maioria dos casos verificados pelo Comércio é de ambulantes que se estabelecem inicialmente com trailers nos espaços públicos. Como não são fiscalizados, estabelecem-se em definitivo e, literalmente, constróem pontos fixos.
Esse é o caso do proprietário do “Pecados da Gula”, no Parque Vicente Leporace. Ele se identificou apenas como Eziel. “Eu peguei aquela bolota faz mais de dez anos. Com o tempo, tiramos as rodas e ficamos fixos, como os outros na área”, afirmou.
O “Bahia Lanches” tem, segundo funcionários, oito unidades pela cidade. Josivaldo Bahia reconhece que pelo menos uma delas - no Jardim Noêmia - ocupa área pública, que seria destinada à construção de uma capela, mas diz que o estabelecimento, na verdade, não é seu. “É do meu irmão Valdoízio e eu só empresto o nome. Temos autorização verbal (da Prefeitura)”, afirmou.
Mesmo negando que seja dono do estabelecimento, Bahia, como é conhecido, disse que o espaço será desocupado e que a lanchonete se mudará para área particular. “Lá é um terreno público, mas nós já vamos tirar de lá por causa de encheção de saco”, afirmou.
Bahia disse, ainda, que existem em Franca mais de 1,5 mil ocupações ilegais. “Todo mundo usa, né?”, questionou.
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