Liberdade: o ideal dentro da Apare


| Tempo de leitura: 1 min
Também detento da Apare, Joaquim (nome fictício) foi preso e condenado por furto. Por bom comportamento, recebeu o direito a estar no regime semi-aberto. Afirma que a associação presta um serviço importante, mas, ainda assim, sem ter os mesmos problemas que os 400 detentos do “Cadeião”, assume que não está feliz. Diz que seu único objetivo é voltar logo para casa, arranjar um trabalho e cuidar da mulher e dos três filhos pequenos. Joaquim diz que tem um emprego em vista. Sabe pespontar calçados e é o que mais produz na Apare. Soube fazer de seu erro um aprendizado e aproveitar o tempo ocioso para se aperfeiçoar na profissão. “Já me encontro em condições de competir no mercado de trabalho, no setor calçadista”, disse. A 40 dias da liberdade, diz que nunca mais quer se envolver com o crime e que as lembranças do um ano e meio que passou atrás das grades o fizeram mudar a maneira de ver a vida. Elogia a participação que a inserção oferecida pela Apare teve nesse processo. “Quando a gente se encontra numa cela superlotada, sente-se indigno de qualquer coisa. Se a gente passa a cumprir o restante da pena num local como esse, passa a ter uma visão diferente com relação à vida”, afirmou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários