Sindicato teve papel decisivo no acordo


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A assembléia dos ex-funcionário da Samello, na manhã de ontem, durou pouco mais de uma hora. Por falta de espaço para reunir o grande número de pessoas, a direção do Sindicato dos Sapateiros optou por realizá-la no Salão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Antes de ouvir os termos da proposta da Samello, que teve como porta-voz um dos diretores do sindicato, os trabalhadores pareciam irredutíveis. Não queriam saber de prazos e, por algumas vezes, protestaram contra o que chamaram de “descaso da empresa”. Mas bastaram 15 minutos de conversa para que eles recuassem. O diretor do sindicato, Sebastião Ronaldo Oliveira, disse aos trabalhadores que a falência apenas atrasaria os pagamentos das rescisões. “Se a decisão for não, quando venderem (a Samello) algum imóvel, o dinheiro será divido com todos os credores, incluindo os fornecedores, e não há prazos para que isso ocorra. Agora, se aceitarem, o dinheiro do primeiro imóvel que venderem vai para os funcionários”, disse Sebastião. De acordo com Sebastião, o sindicato tentou negociar prazos menores para o pagamento da dívida, mas não conseguiu. “Não é o que a gente queria. Se me perguntarem se seria a melhor proposta, diria que não. Mas acredito que seria a menos pior. Pelo menos os trabalhadores têm a perspectiva de receber”.

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