Operação para prender assassinos termina sem sucesso


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Grupo de policiais do GOE procura acusados de ter matado o “Batóia” com oito tiros. Operação contou com duas frentes e mais de 20 homens. Resultado: uma prisão
Grupo de policiais do GOE procura acusados de ter matado o “Batóia” com oito tiros. Operação contou com duas frentes e mais de 20 homens. Resultado: uma prisão
A Polícia Civil de Franca já conhece a identificação dos homens que participaram da morte do ex-presidiário Marco Antônio Macedo, conhecido como “Batóia”, encontrado com oito tiros na estrada do Paiolzinho, no dia 4 de julho. Ontem de manhã, uma megaoperação do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Delegacia Seccional tentou prender cinco dos envolvidos, mas apenas um deles foi localizado. Macedo teria sido morto a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção da qual era adversário. A operação do GOE começou às 6 horas, quando perto de 20 policiais se dividiram para cumprir, além dos cinco mandados de prisão, sete de busca e apreensão. Os endereços concentravam-se nas regiões dos Jardins Aeroporto e Alvorada. Neste bairro, a equipe comandada pelo delegado Márcio Murari localizou Carlos Antônio da Silva, o “Carlinhos Gordo”, tido como um dos líderes da execução de Macedo. Na casa de Gordo, os policiais encontraram uma quantidade não informada de cocaína, crack e maconha. Ele já possuía antecedentes por tráfico de drogas, segundo informou o delegado Murari. Os outros endereços checados pelos policiais eram tidos como de provável localização dos procurados. No entanto, em alguns deles não havia qualquer sinal de ocupação recente. Marco Antônio Macedo, que já integrou o PCC, estava ligado a outro grupo criminoso, cujo nome a polícia não revelou (leia mais nesta página). Encarregado de criar uma base da facção em Franca, ele estava explorando o tráfico de drogas no Jardim Alvorada, conforme indica o conteúdo de um caderno encontrado na residência que ocupava. Outro documento, desta vez uma carta com endereço de Campinas e orientações passadas a Macedo de como agir em Franca, dava mostras de que ele era mesmo o responsável local pela implantação do grupo rival. Após sua morte, a polícia conseguiu chegar à identificação dos autores do homicídio. “Pelas nossas investigações, acreditamos que entre cinco e oito pessoas participaram do crime, sendo que dois ainda não estão totalmente identificados”, disse Márcio Murari. Entre os procurados, apelidos pouco simpáticos, como “Cacetete”, “Esquadrão” e “Chacal”. Perigosos, na avaliação da polícia, tiveram suas prisões preventivas decretadas na quarta-feira pela Justiça de Franca, apesar dos pedidos terem sido feitos na quinta-feira passada. Durante a operação, os policiais ainda localizaram um Opala, pertencente a Daniel Oliveira da Silva, o “Cacetete”, que, acreditam, seja o carro usado no crime. Mesmo com o resultado pífio da operação, a Polícia Civil acredita que, com a prisão de Carlinhos Gordo, encontrar os outros integrantes da quadrilha seja uma questão de pouco tempo.

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