Marcela: o bebê que desafiou a medicina


| Tempo de leitura: 2 min
Marcela segura terço: para a mãe, ela foi “presente de Deus”
Marcela segura terço: para a mãe, ela foi “presente de Deus”
A pequena Marcela de Jesus Ferreira não foi um bebê planejado pelo casal Cacilda e Dionísio Ferreira, que viviam tranqüilamente ao lado de duas filhas adolescentes em um sítio a 18 quilômetros de Patrocínio Paulista. Mas o bebê mudou a vida de todos eles. Uniu mais a família e mostrou como uma mãe pode ser forte diante das limitações de um filho. Marcela surpreendeu. Ela sobreviveu e viveu muito além do que era esperado até mesmo por sua mãe. A notícia do bebê anencefálico de Patrocínio Paulista correu o País. Ela ganhou admiradores em várias partes do Brasil. Recebeu presentes e mensagens de carinho de pessoas que nunca a conheceram. Também virou ícone antiaborto em uma campanha realizada na capital paulista no ano passado. Os primeiros meses de vida da criança não foram fáceis. Teve gripe, infecção urinária e dependia de um aparelho de oxigênio para ajudá-la a respirar. Mas na véspera de completar cinco meses de vida, Marcela e a mãe deixaram o quarto três da Maternidade da Santa Casa de Patrocínio onde as duas “moraram” até então. Se mudaram para uma casa no Bairro do Marumbé. No início, havia o receio de que a criança não sobreviveria longe do hospital. Mais uma vez a pequena Marcela surpreendeu e passou a depender cada vez menos do aparelho. Aprendeu a respirar sozinha. E foi na nova casa que ela recebeu a visita de um bispo italiano e de curiosos que queriam apenas conhecê-la. No aniversário de 1 ano de vida de Marcela, a família reuniu amigos e funcionários do PSF (Programa de Saúde da Família), que a visitavam sempre. E a cada mês passado, Cacilda comemorava ao lado da filha. Da casa em Patrocínio, Marcela só saiu para fazer exames na Santa Casa de Patrocínio ou em Franca. A última vez que Marcela foi submetida a exames, até ontem, havia sido em abril deste ano, quando começou a ser discutida com a família e médicos a possibilidade de uma cirurgia para implantar uma nova sonda que faria a ligação direta entre o estômago e o exterior do corpo por onde seria introduzido o alimento. Não deu tempo. Em maio último, Cacilda realizou um sonho. Ela levou a filha pela primeira vez ao sítio da família para que ela conhecesse o lugar. Foi uma única vez. Mas inesquecível. Várias fotos ficarão para marcar o momento especial.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários