Suspensão de motociclistas dispara em 2008


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O número de motociclistas francanos que tiveram suas CNHs (Carteiras de Habilitação) suspensas por infrações de trânsito no primeiro semestre de 2008 praticamente dobrou em comparação ao mesmo período de 2007. Entre janeiro e junho deste ano, 955 motociclistas sofreram processos de suspensão da carteira na cidade, enquanto que, no mesmo período do ano passado, apenas 499 receberam a mesma punição. O aumento é de 90%. A soma de motociclistas autuados nos seis primeiros meses deste ano já supera o total registrado no ano passado, quando foram suspensas 921 habilitações. O delegado de trânsito, Augusto Ricci, estima que o número de motocicletas novas em circulação na cidade seja um dos fatores do aumento. “Somente nos primeiros seis meses de 2008, foram licenciadas 2.105 motocicletas em Franca, 11% a mais que o número de carros novos no mesmo período, 1.900. E mais também que no mesmo período do ano passado”. AS CAMPEÃS Dados da 21ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) de Franca mostram que o mau uso do capacete é a principal causa de multas a motociclistas na cidade. De janeiro a junho deste ano, 780 motociclistas foram autuados por uso incorreto do capacete ou da viseira. Esse número é superior aos 732 registrados em todo ano passado e 80% maior que os 407 do primeiro semestre do ano passado. “Os motociclistas devem usar capacete certificado, preso pela correia e com a viseira abaixada”, alertou o delegado. A segunda infração que mais causou a suspensão da CNH de motociclistas francanos também se refere à falta de capacetes ou ao uso indevido do equipamento, desta vez, porém, por parte dos passageiros. No primeiro semestre deste ano, 87 motociclistas foram autuados por essa infração, enquanto que em 2007 foram apenas 40. Para o delegado Augusto, é necessário alertar os motociclistas sobre a importância das regras de trânsito. “Trabalhadores e pais de família sofrem penalidades graves por deixar de tomar atitudes simples como usar corretamente o capacete ou solicitar que seus passageiros o façam. Trânsito não é o lugar para brincadeiras”, disse.

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