Nesta noite, a partir das 20 horas, o Parque de Exposições “Fernando Costa” será palco de uma grande batalha entre cristãos e mouros (muçulmanos). A festa folclórica, que representa a guerra ocorrida durante o império de Carlos Magno, no século 8º d.C., é realizada há 172 anos em Franca e deve reunir 6 mil pessoas. A entrada é gratuita e o primeiro ato será a Cerimônia dos Encamisados, em que os cavaleiros que participam do evento são apresentados. Amanhã, a partir das 13h30, acontece a batalha teatral entre as etnias religiosas, já que os cristãos seqüestram a princesa dos mouros, originando o conflito.
A tradicional Dança dos Velhos é responsável pela abertura da festa. Maria Paula Jacintho de Freitas, uma das organizadoras da dança, explica que 24 crianças participam caracterizadas como pessoas idosas. “Os meninos colocam perucas, barbas, cartolas e bengalas e as meninas dançam com chicotes”, disse, ressaltando que, com a falta de homens, algumas meninas assumem o papel. “Está tudo muito bonito, vai ser uma bela apresentação. Vale a pena os francanos prestigiarem o evento”, comenta Maria Paula.
Em seguida acontece o primeiro confronto entre os reis -cristão e mouro - chamado de Cerimônia dos Encamisados, em que um monarca tenta converter o outro às suas crenças. Como os reis não entram em acordo, vão ao campo de batalha.
A encenação continua no domingo, a partir das 13h30, quando os cristãos conquistam o castelo mouro e os muçulmanos se convertem ao cristianismo. Segundo o diretor-administrativo do Clubes das Cavalhadas, Gabriel Anawate, o espetáculo deste ano, que está sendo preparado há um mês, é praticamente o mesmo do ano passado. “A nossa expectativa é reunir um público de 6 mil pessoas. As Cavalhadas são uma oportunidade para as pessoas conhecerem um pouco da nossa cultura local”, avalia.
A realização do evento é uma parceria entre a Divisão da Cultura e o Clube das Cavalhadas. As Cavalhadas foram tombadas pelo Condephat (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Franca) em 1996 e se tornaram patrimônio histórico e cultural de Franca.
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