Boi, frango e porco: tudo está mais caro


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Escolher uma carne para mistura do dia tem sido uma tarefa árdua para as donas de casa. Não pela variedade de receitas, mas pelos preços. Por causa dos aumentos dos últimos dias, elas não têm opções mais baratas de carne de boi, frango e porco. Os três tipos ficaram mais caros. Pesquisa realizada pela reportagem em seis estabelecimentos, nas cinco regiões de Franca, constatou altas de 15% a 60%. Gil Oliveira, proprietário da Oliveira Beef Shop, disse que os aumentos aconteceram em cadeia, por causa do alto consumo. “As vendas de carne bovina tinham caído muito porque os preços estão altíssimos. Com isso, o consumo de frango subiu, o que provocou o aumento das aves. Com o frango mais caro, os clientes optaram pelos suínos, que agora estão mais caros. Como opção, restam peixes”. No estabelecimento dele, a venda de pescados subiu de 30 quilos por semana para 50. Oliveira deixou de vender alguns tipos do produto para evitar prejuízos ou “afastar” clientes com novos aumentos. “Não vendo mais tulipa nem acém. O acém custava R$ 4,20 e foi para R$ 10, mais que dobrou. É um preço inacessível”. Para o açougueiro, as altas se devem à lei da oferta e da procura. “Com a seca, há menos gado. Os fazendeiros estão segurando os animais para ganharem mais no preço. Os frigoríficos acabam subindo os valores para conseguirem lucrar e pagar as contas”, disse ele, que pagava R$ 61 pela arroba do boi há três meses e, hoje, compra por R$ 98. Marildo Alves, encarregado de açougues do Supermercado Gomes, atribui os reajustes à exportação. “As exportações estão em alta e os frigoríficos alegam que está faltando gado no País”. Acostumada a fazer compras, Selma Ferreira, 43, percebeu os aumentos. Os reajustes fizeram a dona de casa substituir os cardápios. A carne bovina feita assada, frita ou de panela deu lugar ao frango e salsichas. “Está tudo caro. Compro músculo para fazer almôndega e pagava R$ 4,95 o quilo, agora paguei R$ 6,25 e porque está em oferta”.

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