Região completa 37 dias sem chuva


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Estiagem é a maior dos últimos 5 anos. O ar na região está tão seco quanto o do  deserto e cria cenários como o da foto
Estiagem é a maior dos últimos 5 anos. O ar na região está tão seco quanto o do deserto e cria cenários como o da foto
A região de Franca completa hoje 37 dias sem chuva. A estiagem que começou no dia 25 de junho e seguiu por todo o mês de julho é a maior dos últimos cinco anos. A última temporada de seca prolongada foi em 2003, quando Franca e cidades vizinhas ficaram, na mesma época, dois meses sem chuva. Por causa do tempo seco, a umidade relativa do ar tem ficado entre 22% e 20% à tarde, o que caracteriza clima de deserto. Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), o índice coloca a região em estado de atenção. Alexandre Nascimento, meteorologista do Instituto Climatempo, disse que o motivo da falta de chuvas foi uma massa de ar quente que bloqueou a entrada de frentes frias. Com a ausência dessas massas de ar frio não houve formação de nuvens e, conseqüentemente, não choveu. “Anualmente julho costuma ser mais seco porque é inverno, mas neste ano a estiagem está maior”. Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologista) mostram que durante todo o mês o índice pluviométrico da estação de Franca (localizada no Aeroporto Tenente Lund Presotto) foi zero. Já no mesmo período do ano passado, o Inmet registrou seis dias de chuva que resultaram numa média mensal de 75 milímetros. Se não bastasse a falta de chuva, o cenário ficou ainda mais crítico com o aumento de focos de queimadas. Somente em julho, os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram mais de 200 focos de incêndio na região (veja matéria no apoio). Por essa razão, a umidade relativa do ar em Franca e região chegou a cravar 20% no meio da tarde, uma das menores taxas deste inverno, e deixar o ar tão seco quanto o de um deserto. O resultado foi um aumento nos casos de problemas respiratórios nos ambulatórios e unidades de saúde. Nas farmácias de Franca, a venda de umidificadores de ar cresceu em média de quatro para dez unidades por mês. A baixa umidade do ar também provoca secura na garganta e nos olhos. BOA NOTÍCIA Para quem espera com ansiedade pela chuva, ela deve chegar no domingo. Segundo o Instituto Climatempo, há previsão de que uma frente fria consiga romper a massa de ar seco e chegar ao Estado no fim de semana, com chuvas e queda de temperatura. “Os satélites mostram uma pancada de chuva forte, mas rápida no período da tarde que deve quebrar a estiagem agrícola e ser superior a 10 milímetros”, disse o meteorologista Alexandre Nascimento.

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