O lavrador Anderson Rodrigues Ferreira, 24, conhecido como “Paiacan”, foi executado com dois tiros na cabeça durante a madrugada de ontem. Uma briga teria motivado o crime. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu antes de ser atendida. A polícia deteve um suspeito, que negou o homicídio. Ele foi submetido ao exame residuográfico (que indica se a pessoa disparou arma de fogo). O laudo sairá nos próximos dias.
Anderson foi visto pela última vez dentro de um bar. Segundo testemunhas, discutia com algumas pessoas, entre elas o suspeito detido para averiguação. “Paiacan” era usuário de drogas. Por volta das 2 horas, ele entrou em sua casa, onde comentou com seus familiares da desavença que tivera. “Ele foi na cozinha tomou um copo de água e falou que tinha brigado com um rapaz. Logo voltou para a rua. Depois disso, veio a polícia batendo no portão de casa dizendo que ele havia levado um tiro na cabeça”, disse o padrasto da vítima, que se identificou apenas como Nilton.
O lavrador foi encontrado caído perto de sua casa na Rua Carlos Maranha. Policiais militares foram acionados e constataram que ele havia levado dois tiros na cabeça, mas ainda vivia. “Seu estado era grave. Ele estava sangrando muito. Uma de nossas viaturas providenciou o socorro dele à Santa Casa”, disse o sargento Lopes. O lavrador morreu a caminho do hospital.
Após denúncias, a polícia conseguiu prender um suspeito, que passou o dia de ontem prestando depoimento na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Ele disse que conversou com a vítima num bar, mas negou o crime”, disse o investigador Paulo Rodrigues. “Existem ainda informações de que a vítima estaria devendo para traficantes”.
[FOTO2]
FAMÍLIA
A família de “Paiacan” reconhece que ele era usuário de drogas. Uma irmã disse que, antes de sua morte, pediu para ele não sair de casa, pois ele teria que acordar pouco depois para colher café. “Ainda falei: ‘moleque vai dormir’. A marmita dele estava pronta para ele ir trabalhar”, disse Cristiane Rodrigues Ferreira. “Ele era viciado, mas não merecia isso não”, completou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.