O assalto movimentou diversas viaturas policiais. Logo após o crime, dezenas de curiosos se aglomeraram tentando entender o que havia acontecido. A Rua Francisco Marques teve o quarteirão onde aconteceu o roubo interditado. As pessoas que passavam pelo local procuravam informações sobre a pessoa baleada. Muitos pensavam que seria um pedestre a vítima atingida. A comerciante EMM, 51, dona da casa lotérica, disse que viu toda a ação do criminoso. Após o bandido sair e ser baleado, ela ainda pensou que o assaltante fosse um inocente ferido no tiroteio. “Olha, foi tudo desesperador”, disse.
Comércio da Franca - Como foi a ação do assaltante?
Edna Moré Miguel - Foi traumática. É uma coisa que eu desejo que ninguém passe o que passei. Ele com uma arma na mão gritava que era um assalto. Empurrava as meninas e pegava o dinheiro dos caixas.
Comércio - A porta de acesso aos caixas estava trancada?
Edna - A porta estava travada. Uma funcionária a abriu para entrar e ele aproveitou da situação e entrou junto.
Comércio - Quanto tempo durou a ação? Foi demorada?
Edna - Não. Foi tudo muito rápido. Ele pegou o dinheiro falando que era um assalto, que era um assalto e saiu. Da mesma forma que entrou gritando ele saiu.
Comércio - A senhora estava no caixa?
Edna - Eu estava no escritório e observei que ele já estava na primeira máquina. Só aí que percebi que tinha uma pessoa estranha lá dentro.
Comércio - Ele roubou quantos caixas?
Edna - Os cinco caixas. Ele pegou dinheiro de todos.
Comércio - A senhora viu o tiroteio?
Edna - Quando saí da loja vi o rapaz caído e ainda pensei que fosse um inocente baleado. Eu fui chegando perto e gritaram para sair de perto dele. Alguém gritava para me afastar. Eu não estava conseguindo entender o que estava acontecendo. Olha, foi tudo desesperador.
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