Ministério Público investiga funcionários ‘fantasmas’ na Prefeitura de Capetinga


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PENTE FINO - Oficiais de justiça carregam pastas de documentos na saída da Prefeitura de Capetinga. Administração atual é suspeita de pagar funcionários mortos e inflacionar salários
PENTE FINO - Oficiais de justiça carregam pastas de documentos na saída da Prefeitura de Capetinga. Administração atual é suspeita de pagar funcionários mortos e inflacionar salários
O Ministério Público de Cássia (MG) esteve ontem na Prefeitura de Capetinga para uma ação de busca e apreensão de documentos. A administração atual é suspeita de cometer irregularidades nas folhas de pagamento. Entre as acusações estão a existência de funcionários fantasmas e salários exorbitantes. Segundo a denúncia protocolada no MP, até mortos estariam recebendo salário. A varredura começou antes do meio-dia e as primeiras caixas e pastas de documentos só começaram a sair da Prefeitura após o fim do expediente, às 16 horas. Toda a papelada foi levada para um dos dois carros que aguardavam os oficiais de Justiça e técnicos de informática encarregados da operação. O objetivo da ação era garimpar todas as folhas de pagamentos desde janeiro de 2005 até o mês atual, além de fazer cópias dos computadores da Prefeitura, para averiguar a veracidade das denúncias. A apreensão dos documentos foi coordenada pelo promotor Paulo Márcio da Silva segundo determinação do juiz da 2ª Vara Cível de Cássia, Fabiano Garcia Veronez. A apuração das denúncias contra o prefeito Carlos Roberto Custódio da Silva (PTB), mais conhecido como “Carlito”, começou há dois meses. Custódio é candidato à reeleição. Ontem, durante a operação na Prefeitura, ele não foi encontrado pela reportagem. A recepcionista disse que não era possível localizá-lo e negou qualquer ação do Ministério Público no local, mesmo diante do carro oficial do órgão estacionado na porta do prédio. Incomodada com a presença da imprensa, ameaçou chamar a Polícia. Do lado de fora, a população estava curiosa. Uma das vizinhas disse que no período da manhã a Polícia Militar esteve na Prefeitura “ao lado de homens de preto com malas”. Aliados do prefeito não paravam de passar em frente ao Paço e chegaram a fotografar os repórteres do Comércio. Mais tarde, também em tom ríspido, a primeira-dama, Márcia, disse que o marido estava em campanha nas fazendas da região. O promotor responsável pelo caso foi procurado em Cássia, mas não deu detalhes da ação. Em Capetinga, os oficiais encarregados da apreensão dos documentos também não deram declarações. O levantamento das possíveis irregularidades nas folhas de pagamento deve durar 30 dias. Se desvios forem comprovados, o MP pedirá na Justiça que as pessoas envolvidas devolvam o dinheiro.

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