Mulher acende vela para arrumar serviço e casa pega fogo


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NÃO SOBROU NADA - Móveis e eletrodomésticos que estavam na cozinha foram destruídos pelas chamas: Prefeitura interditou cômodos de casa atingida por incêndio no Jardim Paulistano
NÃO SOBROU NADA - Móveis e eletrodomésticos que estavam na cozinha foram destruídos pelas chamas: Prefeitura interditou cômodos de casa atingida por incêndio no Jardim Paulistano
A sapateira desempregada Eliete Cristina Garcia, 27, deixou sua casa ontem pela manhã com a filha no colo. Acendeu uma vela na sala e pediu à santa de devoção - Nossa Senhora Aparecida - que a ajudasse a encontrar um serviço. Na rua, recebeu uma ligação no celular informando que sua casa estava pegando fogo. Voltou sem o emprego e encontrou a residência destruída. O infortúnio se abateu sobre a família que mora em uma casa simples da Rua Antônio Dourado, Jardim Paulistano II, zona leste de Franca. No imóvel geminado de quatro cômodos, moram o sapateiro Cícero Francisco Negreiros, 32, Eliete e a filha do casal, Jhenifer Cristina Negreiros, que completará 3 anos no domingo. A mulher pretendia arrumar um serviço para ajudar o marido no sustento da família. Faltavam alguns minutos para o meio-dia e nada de boa notícia sobre emprego. De repente, o celular toca. “Era minha cunhada. Ela me ligou e falou que a casa estava pegando fogo. Pedi que jogasse água, mas ela falou que o fogo estava muito alto e que já havia chamado os bombeiros”. Segundo a mulher, não havia abastecimento de água na casa na hora do incêndio. Enquanto os bombeiros se deslocavam do quartel até o Paulistano, o fogo destruiu portas, janelas, eletrodomésticos, produtos eletrônicos e móveis. “Queimou tudo, tudo, minha sala completa e metade da cozinha. Queimou geladeira, armário, tanquinho, a televisão, a mesa, o rack. Não tenho mais nada e precisamos de ajuda”. [FOTO2] Não havia ninguém dentro da casa e o fogo não fez vítimas. Acredita-se que a vela tenha caído, supostamente, por causa do vento, o que teria dado origem ao incêndio. Os bombeiros empregaram quatro viaturas no combate. “É importante que as pessoas que tenham a sua religião, que preconizam sua crença, sua fé, que não deixem velas acesas quando a casa estiver sozinha. Às vezes, ela até está em local seguro num primeiro momento, mas um vento ou queda pode propagar as chamas e causar o incêndio”, orienta o capitão Alexandre. O setor de engenharia da prefeitura vistoriou a casa e avaliou que não há risco de desabamento. Por precaução, interditou os cômodos atingidos pelo fogo. A família precisa de ajuda para reconstruir o imóvel.

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