Aumenta número de mortes entre crianças


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Na contramão do Estado de São Paulo, a mortalidade infantil cresceu na região de Franca em 2007. A cada mil nascidos vivos, 11,5 morreram no ano passado contra 11,3 em 2006. Na média, o crescimento é pequeno, de 1,8%, mas em algumas cidades chega a ser mais que o dobro em relação ao ano retrasado. Os dados foram divulgados ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e Secretaria Estadual de Saúde. Os municípios com maiores índices de crescimento são Nuporanga, Buritizal e Pedregulho. Neste último, a taxa de mortalidade saltou de 8,4 para 17,9 mortes entre mil nascidos vivos, um aumento de 113%. O secretário de Saúde, Roberto Manreza, disse que a oscilação das estatísticas era esperada e que o levantamento é importante para nortear as ações na cidade. “O levantamento destes números é feito por porcentagem. Como Pedregulho é uma cidade pequena, quando ocorrem um ou dois óbitos a mais no ano todo, os números saltam mesmo. Mas vamos nos atentar para monitorar o que está acontecendo”. Nuporanga ocupa a liderança na região compreendida pela DRS-8 (Departamento Regional de Saúde) e possui a maior taxa de mortalidade: 41,7, contra 29,4 em 2006. Ontem à tarde, um funcionário da Secretaria de Saúde, Fabiano de Lima, não informou o celular do secretário da pasta e pediu para a reportagem ligar hoje. Buritizal traz índice de 32,8, mas o levantamento não apresenta a taxa de 2006 para efeito comparativo. Franca está no grupo intermediário e apresentou sensível elevação nos números. Em 2007, de cada mil nascidos vivos, 12,1 morreram, contra 11,5 no ano anterior. EM QUEDA Oito cidades ficaram fora do levantamento. Das 14 analisadas, oito tiveram aumento e seis sofreram queda nos índices. A situação mais cômoda é para Miguelópolis, com 3,3 mortos a cada mil nascidos vivos. Em 2006, o município apresentou índice de 6. Em 2003, tinha taxa de 16,2. Ipuã é outro município da região que conseguiu reduzir bastante o número de mortes entre crianças. A taxa caiu de 18,3 para 4,1 mortos. Wagner Ferreira de Oliveira, secretário de Saúde da cidade, atribui o resultado positivo às ações desenvolvidas. “A queda ocorreu porque programas como o Saúde da Família e o atendimento pré-natal em domicílio foram incrementados. Também oferecemos cursos para gestantes e isto acaba refletindo nestes números”.

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