Denúncia partiu do próprio parlamentar


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A denúncia da prestação de serviço “extra” pelo servidor José Carlos Granzotti, na Câmara Municipal, partiu do próprio vereador Marcelo Mambrini (PMN), durante sessão ordinária no dia 24 de junho. Mambrini reconheceu que prevaricou à frente da presidência da Casa, no ano de 2006, quando soube que Granzotti preenchia declarações do Imposto de Renda em horário de expediente. Além de não proibir o “bico”, o vereador pediu para o servidor preencher sua declaração. “Deveria ter prendido ele em flagrante. Não prendi. Prevariquei. É isso que vocês querem ouvir? “, disse, na época. Na quinta-feira passada, durante depoimento ao promotor Paulo Borges, Mambrini mudou sua versão. Disse que não sabia das supostas atividades irregulares do servidor e que estava certo de que o serviço era feito fora da Câmara. Borges questionou Mambrini sobre a auto-denúncia (gravada) à imprensa. O vereador disse que “prenderia se soubesse” e que apenas neste ano tomou conhecimento - por terceiros - de que Granzotti fazia os serviços no prédio da Câmara. Disse, ainda, que a imprensa distorceu o fato. Ainda durante o depoimento, ele sugeriu que o MP solicite dados à Receita Federal que possibilitem saber quais declarações foram transmitidas a partir da Câmara.

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