Franca fica entre as últimas no ranking de carreiras


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A falta de perspectiva de crescimento nas empresas, a maioria do setor calçadista, e a baixa arrecadação de impostos fizeram com que Franca figurasse entre as 30 últimas colocações em uma pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) que analisou o mercado de trabalho e as possibilidades de crescimento profissional nas 127 maiores cidades do Brasil. No ranking, o munícipio ocupa o 101º lugar. Desconsideradas as capitais, a terra do calçado masculino aparece em 76º lugar. No Estado de São Paulo, a cidade ocupa a 28ª posição. A colocação só não foi pior graças à infra-estrutura educacional e à variedade de cursos oferecidos nas quatro instituições de ensino superior de Franca. O levantamento, publicado pela revista Você S/A deste mês, foi elaborado pelo professor Moisés Balassiano, da FGV. A metodologia da pesquisa considerou os municípios que representam 5% das maiores cidades do País, que têm pelo menos 170 mil habitantes (há exceções) e R$ 210 milhões de depósitos bancários à vista. No ranking constam cidades como Anápolis (GO), na 96ª posição, e Betim (MG), na 39ª. Mais próximas a Franca, Ribeirão Preto (19ª), Uberaba (57ª) e Sertãozinho (78ª). O critério que garantiu a colocação de Franca foi a educação. A cidade é considerada pólo regional em ensino por oferecer cursos técnicos, de graduação e pós-graduação. “Em termos de educação, Franca conseguiu uma das melhores pontuações e ficou ao lado de muitas capitais, mas não alcançou bons resultados nos critérios de vigor econômico e saúde”, explicou Roberto Pascarella, assessor direto do professor Moisés Balassiano. O total de empregos gerados no município e os investimentos empresariais e na infra-estrutura urbana também foram considerados no levantamento. Em comparação à pesquisa do ano passado, Franca avançou 12 posições. Para o professor de economia do Uni-Facef, Hélio Braga Filho, a cidade é merecedora de destaque, mas ele acredita que a posição de Franca poderia ser melhor. “O nosso grande problema são a perda das grandes empresas e a concentração da atividade econômica”. Braga disse ver um novo dinamismo na cidade, mas afirma que a economia local não absorve a mão-de-obra formada pelas faculdades e não acompanha os investimentos feitos em educação, o que pode ter feito com que a avaliação da cidade ficasse abaixo da de outras do mesmo porte ou ainda menores. No levantamento, o quesito Educação, que leva em consideração o número de matrículas e ofertas de cursos de graduação, mestrado e doutorado, tem maior importância (peso 3), seguido do vigor econômico (peso 2) e da saúde (peso 1). Para cada critério, há um ranking específico.

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