Morreu anteontem, 27, vitimado por uma parada cardiorrespiratória e foi sepultado ontem, 28, às 10 horas, no Cemitério da Saudade, o ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Franca, ex-vereador, empresário e agropecuarista Manir Bittar.
Tinha 77 anos. Há quatro meses sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e vinha passando por tratamento intensivo. A principal seqüela ficou nas pernas e o privou de realizar as caminhadas pelo centro da cidade, uma de suas atividades preferidas. Era filho de Abdo Bittar e Cléria Masottini Bitar. Teve seis irmãos: Manira, Nazir (falecido), Waldir, Samira e Samir, o Nenê. Deixou viúva Lúcia de Almeida Bittar, com quem teve 55 anos de casamento.
Tiveram cinco filhos, Manir Bittar Jr., falecido; Milton, Mauro, falecido; Maria Lúcia e Maria Isabel, casada com o engenheiro Carlos. Esse casal, que mora em Foz do Iguaçu, sofreu um acidente na estrada, quando se deslocava para Franca, para o velório de Manir (leia mais na página A-7). Dos casamentos dos filhos nasceram cinco netos, Ana Paula (casada com Franklin Gonçalves), Cauê, Yasmin, Cairo e Túlio.
Com os irmãos Waldir e Samir, sucedeu o pai na condução da Casa Única, tradicional comércio francano de tecidos e, depois, presentes. Foi também agropecuarista e vereador.
Na Santa Casa de Misericórdia integrou a diretoria do provedor Antônio Della Torre. Foi eleito provedor em 1980 e, em sucessivas reeleições bienais ficou até 1993, quando se afastou após ser alvo de denúncias de médicos e ações do Ministério Público.
Sua atuação foi polêmica. Enquanto muitos dos que trabalharam com ele o colocam na situação de executivo que mais fez pela consolidação do patrimônio e das ações técnicas do hospital – adquiriu o terreno e mais tarde construiu o Hospital do Coração; fez o Hospital da Mulher, deu sede própria ao laboratório de análises clínicas e à hemodiálise da Santa Casa e comprou o prédio-sede do Centro Médico de Franca, onde instalou parte da administração do hospital – outros entendem que Manir usou mal o cargo, utilizando funcionários da fundação em sua propriedade rural, adquirindo implementos agrícolas e até, comprando ração importada para pássaros, despesas consideradas impróprias com os estatutos da Fundação Casa de Misericórdia pela Promotoria Pública que atuou à época de seu afastamento do hospital.
Gualter de Almeida Júnior, advogado e provedor que sucedeu Manir em 1993, disse à reportagem do Comércio que “nada ficou provado contra seu antecessor”. Seu velório e sepultamento receberam representantes de instituições, clubes de serviços, médicos, funcionários da Santa Casa, agropecuaristas e familiares.
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