Quinze bairros vão continuar sem água


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REFRESCO - Garoto, sem água nas torneiras de sua casa,  toma banho em bica de água no Jardim Bueno, onde os caminhões-pipa da Sabesp são abastecidos
REFRESCO - Garoto, sem água nas torneiras de sua casa, toma banho em bica de água no Jardim Bueno, onde os caminhões-pipa da Sabesp são abastecidos
Enquanto a maior parte da cidade reclama pela suspensão do abastecimento depois de um curto período de fornecimento, em 15 bairros da cidade e em dois pontos específicos (Avenida Dom Pedro I e Rua Evangelista de Lima) torneiras e caixas d’água estão secas desde o último domingo (veja lista completa abaixo). E o pior: a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não sabe informar quando os moradores voltarão a ter água normalmente. De acordo com Rui César Bueno, gerente regional da Sabesp, o abastecimento nesses locais é historicamente problemático. “Estamos buscando soluções de engenharia para resolver a situação, mas com certeza teremos problemas no restabelecimento total. Precisamos ter água suficiente os reservatórios do Ana Dorothéia e na Vila Nova, para começar a solucionar, paulatinamente, a questão”, justificou Bueno. Para quem sofre há uma semana sem água, a explicação não convence. O sapateiro Renato José Cunha mora em uma casa simples com a mulher e o filho, de apenas 2 anos, no Jardim Francano. Não se conforma. “É incrível como há diferenciação entre uns e outros. Enquanto no Centro ninguém fica sem água, nós não temos nem para cozinhar. É revoltante”, desabafou o sapateiro. Para amenizar a situação, a companhia incluiu alguns desses bairros no que chama de “plano de manobra”, para abastecimento parcial ontem e hoje. Para o Jardim Redentor, Santa Terezinha e Jardim Francano o fornecimento estava previsto para acontecer durante a noite de sábado. Os demais devem sentir algum alívio ainda neste domingo. Mas Bueno alerta que a água ainda não voltará em definitivo. “O objetivo é garantir que os moradores desses locais possam ter o abastecimento minimamente garantido, pelo menos para suas necessidades básicas”, disse. Há ainda bairros que nem isso terão. Os moradores no Residencial Chico Neca e no Paraty não devem esperar uma solução para a falta d’água tão cedo. Segundo a Sabesp, esta semana quando o problema estava perto de ser resolvido, o reservatório do Noêmia apresentou problemas de bombeamento e frustrou a população. Com todos os esforços concentrados na manutenção da linha de captação de água e com o “plano de manobra”, a companhia não sabe quando o novo problema será resolvido. ALÔ, SABESP Durante a crise no abastecimento, que começou no domingo passado, era praticamente impossível conseguir informações com a Sabesp através do telefone 195. De acordo com o gerente regional da companhia, nunca houve uma procura tão grande pelo atendimento. “Chegamos a registrar mais de 7 mil ligações em um dia. Mesmo em outras crises não vimos um movimento como esse. Na terça-feira, o número de atendimentos foi tão grande que, além de congestionar nosso sistema telefônico, fez com ele caísse e a CTBC tivesse de ser acionada”, disse Bueno. Normalmente a Sabesp mantém quatro linhas fixas, onde 12 atendentes respondem a, em média, 433 ligações diárias. Na última semana, 12 linhas chegaram a ser disponibilizadas e 24 pessoas passaram a prestar o serviço 24 horas. Ontem, centenas de moradores entraram em contato com a redação do Comércio reclamando que não conseguiam falar no 195.

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