‘Bigode’: um apelido que está ‘na cara’


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A charge no topo da página entrega, de cara, o nome de guerra do candidato: “Bigode”. O detalhe facial bem perceptível está acima dos lábios de José Osmar da Silva (PT) há 30 anos e ele nem se lembra mais como é o próprio rosto sem o bigode. O trato com o adereço facial é fino e José afirma com orgulho nunca ter errado a navalhada na hora de aparar. De fato, os fios, no dia da entrevista, sexta-feira última, estavam devidamente alinhados e penteados. A afinidade com o bigode - e o apelido - é tanta e por tanto tempo que, às vezes, ele diz ter branco em relação ao nome verdadeiro. “Eu trabalhava numa fábrica e, no dia do pagamento, peguei o cheque sem prestar atenção e assinei. No outro dia, o cara reclamou. Só aí eu vi que estava errado. Então, o gerente passou a entregar o cheque dentro de um envelope escrito ‘bigode’”, disse, sorrindo. Vontade de tirar? Jamais. “Ah, agora é pro resto da vida, né”, disse.

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