“Não é marcha-ré no quibe, não!”, alerta prontamente o candidato Antônio Augusto dos Santos, filiado ao bloco PSB/PDT. A escolha, a contragosto, pelo apelido “Marcha-Rré” para o registro, foi inevitável, pois muitos o conhecem desta forma. O apelido o persegue há mais de 40 anos. Aos 13, Marcha-Ré e mais dois colegas foram trabalhar em uma indústria. Um funcionário antigo, que costumava apelidar os novatos, aproximou-se, apontou para o colega do candidato e disparou “você vai ser o Charanga”.
A primeira vítima não se incomodou e o funcionário, sem graça, apontou para o outro colega de Marcha-Ré. “Então você vai ser o Charanga”. Como no primeiro caso, não surtiu efeito e o rapaz nem ligou. O chato não desistiu e rumou para o lado de Antônio. Ele tentou disfarçar e deu um passo para trás. Não deu outra. “Você andou para trás e vai ser o Marcha-Ré”. Pegou na hora. Até hoje ele resiste. Menos na hora de angariar votos. “Eu não gosto muito deste apelido não. Não é bonito”, esquivou-se.
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