Atacantes tentam derrubar `maldição`


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O novo time da Francana para a segunda rodada da Copa FPF terá um meia (Anderson) e um lateral-esquerdo (Rovílson) estreantes. Ambos tentarão ajudar os atacantes a se livrarem de uma espécie de maldição que parece reinar na posição. Desde a Série A-3 deste ano, quem veste as camisas 9 e 11 não têm sorte. A chance de acabar com esse legado ruim é hoje, às 11 horas, no jogo contra o Grêmio Catanduvense. O problema crônico com os atacantes surgiu com mais intensidade na Série A-3 deste ano. E ele não está apenas na questão da falta de gols. Outra crise está relacionada a série de contusões que vitimam os atacantes esmeraldinos. No primeiro semestre, Hudson, que chegava recuperado de um rompimento no ligamento cruzado, machucou-se novamente da mesma forma, só que no joelho direito, e saiu da competição após participar de cinco jogos e fazer dois gols. Trevor chegou a ser internado no Hospital do Coração com suspeita de infarto, que não se concretizou. Na lista de quem não balançou as redes ou teve desempenho ruim está, em primeiro lugar, Milton (dois gols em 17 jogos como titular). Robson Lino teve uma passagem relâmpago. Os jovens Crison, César e Léo ainda não superaram a falta de experiência. O único que tentou mudar esse triste cenário foi Nei Bala. O carrasco da Francana em 2002, quando estava no Marília na final do Paulista da Série A-2, chegou faltando seis rodadas para o fim da primeira fase. Participou desses jogos e marcou três gols, insuficientes para manter as esperanças de classificação da equipe. Neste segundo semestre, para a Copa FPF, chegaram dois atacantes de origem. Centroavante, Douglas Richard não marcou na estréia da Francana e nos dois amistosos da equipe. Seu companheiro, Claudemir, torceu o tornozelo direito em um treinamento na Vila São Sebastião no dia 27 do mês passado e ainda não conseguiu se recuperar da lesão. Exemplos de que a maldição persiste. Paulo Henrique, que é meia, mas atuará no ataque neste domingo, deu sua sugestão para acabar com o agouro. "Eu e meu companheiro Douglas estamos preparados para a cobrança. A gente jogará em um esquema ofensivo, com dois atacantes bem enfiados, deixar as laterais mais para os meias e os próprios laterais devem chegar ao fundo para cruzar as bolas e nos encontrar prontos para finalizar", explicou. O estreante na esquerda, Rovílson, confirmou que os alas serão fundamentais para ajudar os atacantes. "Os alas terão de apoiar muito o ataque, por isso eles são de suma importância", opinou. Ele ocupará a vaga de Edivânio, prata-da-casa.

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