Pesquisas...


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A Revista ‘Isto é’ nº 2016 de 25/06, publica o resultado de uma pesquisa sobre o relacionamento dos jovens com Deus. Segundo a matéria foram entrevistados jovens de diversas denominações religiosas, tais como católicos, espíritas (ditos aqui como kardecistas, e é bom ressaltar que espíritas são os que se orientam pela coodificação kardecista, sendo, portanto, desnecessário a adjetivação!), candomblistas, umbandistas, evangélicos e crentes sem religião. As perguntas versaram sobre assuntos como pena de morte, uso de camisinha, união homoafetiva e legalização do aborto. A revista não relata os métodos utilizados e nem o universo que serviu de base para a pesquisa, no entanto, o resultado é surpreendente, sobretudo porque foge do entendimento mais elementar sobre o Espiritismo. É evidente que, em se tratando de jovens, não se pode esperar um conhecimento doutrinário aprofundado. Entretanto, em todas as casas espíritas, onde o estudo e o conhecimento são base das atividades doutrinárias, sabe-se perfeitamente que o Espiritismo é radicalmente contra a pena de morte e o aborto. Por quê ? Ao nos dizer que somos um espírito, vivendo provisoriamente em um corpo e não um corpo que tem um espírito, o Espiritismo transfere o foco da nossa realidade para o espírito, isto é, nossa essência é espiritual. Somos espíritos e não matéria. Então, o espírito é o ser causal, a razão da nossa existência. Assim sendo, o espírito é que é doente, deseducado, inferior. Portanto, não adianta matar o corpo porque o espírito não morre. Continua sendo ele mesmo, com as tipificações que lhe assinalam o caráter. Em matando o corpo, fechamos a oportunidade de redenção, ainda que tardia, ao espírito que reencarnou justamente para tentar uma possível recuperação. E quanto ao abortamento? Sem dúvida, eis um tópico totalmente desaconselhado pelo Espiritismo. A reencarnação é uma oportunidade inigualável para o espírito. A vida é um dom de Deus e não podemos dispor dela como bem descartável. O Espiritismo só admite o abortamento quando a gravidez põe em risco a vida da mãe. Fora essa hipótese não se aceita a prática abortiva. O resultado apresentado pela revista foge totalmente daquilo que ensina a doutrina coodificada por Allan Kardec. Duvidamos da honestidade da revista ? Evidentemente que não. Duvidamos, isto sim, do conhecimento doutrinário dos entrevistados. Serão espíritas? Podem ser, mas não conhecem o Espiritismo em profundidade. A eles sugerimos a leitura de dois excelentes livros de autoria do confrade francano Dr. Eliseu Florentino da Mota Jr., que são: Pena de Morte e crimes hediondos à Luz do Espiritismo e Aborto à Luz do Espiritismo, ambos da editora O Clarim e disponíveis nas livrarias espíritas. Seria de bom alvitre, também, a leitura das obras básicas da Coodificação, especialmente O Livro dos Espíritos, na terceira parte que trata das Leis Morais. Felipe Salomão Bacharel em Ciências Sociais e membro do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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