Voluntárias se unem para ajudar creche


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Voluntárias são vistas enquanto costuram peças para ajudar a Creche Estrada de Damasco na tarde de quarta-feira
Voluntárias são vistas enquanto costuram peças para ajudar a Creche Estrada de Damasco na tarde de quarta-feira
A Instituição Espírita Estrada de Damasco, na Vila Chico Júlio, completará 31 anos no próximo domingo. Desde sua fundação, na década de 70, a entidade conta com apoio de voluntárias para conseguir atender 50 crianças carentes na creche que mantém. Cerca de 20 mulheres, entre 30 e 79 anos, reúnem-se todas as quartas-feiras para o mutirão de confecção de panos de prato, aventais, almofadas, tapetes e pijamas para serem vendidos em bazares. A renda conseguida ajuda a pagar as despesas. O grupo fica reunido na entidade das 13h30 às 16h30 e produz cerca de 40 peças por mês. Cada voluntária assume uma função: costura, borda, crochê e pinturas. A agente administrativa aposentada Ada Imada, 63, moradora no Jardim Francano, é uma das mais antigas colaboradoras. Ajuda na confecção dos produtos desde há três décadas. “Estou desde o primeiro mutirão. É ótimo ajudar, uma terapia. Faço aqui na creche e na minha casa também. Se depender de mim, ajudarei para sempre as crianças”, disse ela. Ada aprendeu a fazer crochê aos 7 anos, quando ficava perto da avó para assimilar as técnicas. A comerciante aposentada Lourdes Bosco, 65, também aprendeu com familiares. Há 15 anos, Lourdes decidiu aplicar seus conhecimentos para contribuir com a instituição. “Sempre adorei trabalhos manuais e como moro perto da creche, posso ajudar e saber como o dinheiro é investido”, disse ela, que toda quarta-feira, religiosamente, ajuda no mutirão. “É um trabalho que já faz parte da minha rotina”. As 50 crianças ficam na creche em período integral, das 7 horas às 16h30, recebem quatro refeições e fazem atividades recreativas. Os gastos para manter o local e pagar as sete funcionárias são de R$ 7 mil por mês. Apesar de contar com o apoio da Prefeitura, que repassa subvenção de R$ 3,5 mil mensais, a Estrada de Damasco não consegue sozinha custear as despesas. Por isso, o grupo de voluntárias é importante. “Se não fossem elas não conseguiríamos atender as crianças. Temos que agradecer a elas”, disse a voluntária Silvia Romeiro, 52, filha de uma das fundadoras da instituição, a dona de casa Maria Inês Silva, 79. Com a venda dos produtos e o bazar permanente da creche são arrecadados em média R$ 1,5 mil por mês. O complemento para pagar as contas é fruto de doações e da venda de recicláveis. “Pedimos para as crianças e a comunidade doarem latinhas e garrafas PET para vendermos”, disse Maria Inês. Por ano, a creche promove dois bazares. O primeiro aconteceu em abril e o próximo será no dia 8 de novembro, das 8 às 15 horas, na própria entidade, e deverá colocar à venda 2 mil itens, entre enxoval, roupas, calçados e quitutes. A expectativa é conseguir recursos para pintar o imóvel. Com outros bazares, já foi possível ampliar o berçário e o refeitório.

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