Sabesp garante água para hoje, mas francano ainda sofre com torneira seca


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A pespontadeira Edith Paula Costa ao lado das dezenas de peças de roupas lavadas com o retorno da água, ontem: “Minha casa estava cheirando mal. Estou tranqüila agora”
A pespontadeira Edith Paula Costa ao lado das dezenas de peças de roupas lavadas com o retorno da água, ontem: “Minha casa estava cheirando mal. Estou tranqüila agora”
Em nova visita a Franca na tarde de ontem - a segunda em dois dias -, o presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, garantiu que o abastecimento de água estará normalizado em toda a cidade hoje. “No final da tarde desta sexta o bombeamento de água opera com 90% de sua capacidade e os reservatórios já estão com nível de 60%. Neste sábado todas as torneiras da cidade terão água”, disse. Em companhia do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e do promotor de Justiça da Cidadania, Paulo Borges, foi até o local do rompimento da adutora do Rio Canoas, no Sítio São Paulo, e inspecionou o início das obras do sistema auxiliar, que será acionado para o abastecimento da cidade em caso de novos problemas. [FOTO2] A promessa inicial de Oliveira, de que a situação estaria resolvida até as 20 horas de ontem, não se cumpriu. Às 23 horas, de 30 bairros consultados pela reportagem (mais de cem residências no total) nas quatro regiões da cidade, em apenas 15 bairros o problema estava resolvido. Nos demais, ou o abastecimento era parcial ou ainda não havia água. Diante dessa realidade, as reclamações foram inevitáveis. Roselaine Araújo, do Jardim Milena, estava revoltada. “Aqui ainda não tem nada de água. Minha casa fede e nem tenho mais roupas para vestir. É vergonhoso tudo isso”, disse. A cozinheira Orani Aparecida Rosa, 75, moradora do Jardim Tropical I, estava entre as felizardas que tiveram o fornecimento normalizado. “A hora que eu abri a torneira, que vi a água eu já corri com as canecas. Fui enchendo depressa para os meninos não ficarem mais sem”, disse ela, receosa de que o abastecimento falhasse novamente. Bastante emocionada e chorando, Orani contou o drama que passou nesses dias ao ver que não tinha como dar água e nem como fazer comida para seus dois netos gêmeos, de 1 ano e 11 meses. “Os meninos me pediam água e eu não tinha. Meu vizinho me deu água da pia do banheiro para eu poder cozinhar um miojo para eles”, afirmou.

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