Juistiça eleitoral indefere candidaturas em Pedregulho


| Tempo de leitura: 2 min
A Justiça Eleitoral indeferiu ontem as candidaturas de Valério Dalmásio (PSDB) e Wagner Fontes Calçado (PSDB) a vereador em Pedregulho. O juiz Luís Gustavo Giuntini acatou o pedido de impugnação feito pelo advogado Juarez Silva Campos. Na representação, ele alegou que Valério ainda exercia irregularmente o cargo de provedor da Santa Casa quando já deveria estar afastado e que Wagner tinha contas reprovadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no período em que também foi provedor do hospital. Ambos ainda podem recorrer da decisão. Valério disse, ainda ontem, que sua defesa já estava a caminho do cartório eleitoral. Wagner não foi encontrado para comentar o indeferimento. O pedido de impugnação de Dalmásio se baseou em uma matéria publicada no Comércio da Franca no dia 9 de abril deste ano que tratava de uma ala geriátrica que seria inaugurada no hospital. Na reportagem, Valério é citado como provedor da Santa Casa. Pela legislação eleitoral, o candidato nesta data já teria que estar afastado da função desde o dia 4 para concorrer ao cargo de vereador. De acordo com a decisão judicial, Valério teria “colhido dividendos de sua antiga função e desequilibrado a luta eleitoral”. O candidato respondeu que, embora a publicação tenha ocorrido em 9 de abril, a entrevista foi feita no dia 2, data em que ele ainda ocupava o cargo de provedor, e antes do prazo determinado pela Justiça para seu afastamento (dia 4). A editora-chefe do Comércio da Franca, Joelma Ospedal, confirma a versão de Valério. Ela explicou que a matéria é precisa, mas a dife rença de datas pode ter levado a citada interpretação da Justiça. “A repórter Patrícia Paim entrevistou Valério no dia 2 de abril - enquanto ele ainda era provedor da Santa Casa e a pessoa indicada para falar do assunto, mas a matéria foi pu blicada alguns dias depois, quando ele já havia deixado o cargo”, explicou. Sobre o indeferimento do candidato Wagner, o documento disponibilizado pela justiça eleitoral daquela cidade não especifica o motivo que levou o juiz Giuntini a essa decisão. Segundo o apurado, o TCU reprovou parte das contas do candidato no período em que ele foi provedor da Santa Casa, baseando-se nos recursos federais destinados à instituição. A reportagem o procurou na Santa Casa de Pedregulho, onde ele trabalha. A funcionária que atendeu disse não estar autorizada a passar seu telefone. Ela própria se ofereceu para ligar no celular do candidato, mas disse que estava desligado. A reportagem ligou também na casa de Wagner. A pessoa que atendeu e se identificou como sua filha disse que ele não estava em casa. MOTIVO POLÍTICO O advogado Juarez Campos, que pediu a impugnação dos dois candidatos, foi direto: ele assumiu que fez o pedido pelo simples fato de “ser adversário deles” e acrescentou que “não tinha intenção de prejudicá-los. “Se tem que ter um pleito limpo, isso é apenas uma limpeza. Nada contra eles, fiz apenas fiz meu trabalho”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários