Como funciona um marcapasso?


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Você ainda é jovem e nunca parou para pensar no seu coração? Não em relação a questões sentimentais, claro. Mas quanto à saúde. Você sabe a quantas anda seu “amigo do peito”? Nosso coração funciona como uma bomba, que distribui pelo corpo o sangue que passa pelos pulmões para ser oxigenado. É composto de quatro partes básicas: elétrica, circulatória, valvar e muscular. O sistema elétrico é o responsável pelo envio de estímulos que promovem os batimentos cardíacos. Francisco Sérgio Garcia, cardiologista especializado em cirurgias de marcapasso, explica que temos nosso marcapasso fisiológico (chamado nódulo sinusal), que manda estímulo para o músculo cardíaco pulsar. “Quando existe um problema neste circuito elétrico gerador, o sistema cardíaco perde a capacidade de enviar estímulos e é preciso colocar um marcapasso artificial para assumir esta função”. O aparelho permite que o coração volte a contar com um número de batimentos suficientes para que a pessoa tenha uma vida normal. É composto por um gerador, uma bateria de lítio e um cabo eletrodo que vai dentro do coração, substituindo nosso sistema elétrico natural por um artificial. Este aparelho começou a ser usado em 1954 e inicialmente ficava do lado de fora do corpo. O coração era estimulado por eletrodos sob a pele. Funcionavam, mas deixavam queimaduras após alguns dias de uso. Só em 1958 o médico sueco Ake Seenin alcançou uma solução definitiva - implantar um marcapasso interno. O primeiro paciente a usar essa engenhoca dentro do peito foi Arn Larsson, um homem de 43 anos com uma séria doença no coração que obrigava os médicos a “ressuscitá-lo” até trinta vezes por dia. Atualmente as cirurgias duram cerca de 40 minutos e a anestesia é local. Existem duas técnicas de colocação do marcapasso. O eletrodo pode ser colocado dentro da veia ou - abrindo-se o tórax - no músculo cardíaco. Existem vários tipos de aparelhos no mercado, mas o mais comum tem cinco cm de diâmetro, um cm de espessura. Um marcapasso hoje custa em torno de R$10 mil. Francisco Sérgio diz que atualmente o procedimento é muito comum. Ele próprio afirma ter realizado mais de 2,2 mil cirurgias desde 1979. Atualmente, a média de operações é de 15 por mês. “Franca, Ibiraci e Claraval são regiões endêmicas da Doença de Chagas, umas das principais responsáveis por doenças cardíacas que afetam o sistema elétrico. Isto aumenta consideravelmente o número de intervenções”. Segundo o médico, as outras doenças que levam ao uso do marcapasso são a esclerose do miocárdio e infecções ou inflamações no sistema elétrico.

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