Durante a caminhada da última terça-feira, momento que considero importante para iniciar minhas conjecturas sobre o que escrever neste precioso espaço, fui compelido a abordar a falta d’água decorrente da descoberta de “trinca” na tubulação da empresa.
Uma pergunta me afligia: o que, ou quem, seria o responsável pela calamidade? A pergunta me parecia pertinente. Os avanços tecnológicos conquistados pelo homem não o podem envergonhar por uma mera e simples “trinca” no tubo da água captada do Rio Canoas...
No campo das suposições era possível dizer que culpados seriam aqueles que fizeram faculdade de engenharia, com especialização até no exterior, mas que foram ludibriados por uma simples “trinca”... Ainda supondo, contabilizei o relacionamento quase “afetivo” entre Poder Público e empresas concessionárias, que podem comprometer e relaxar os espíritos; em detrimento do que prevê a letra fria de um contrato de concessão.
Aliás, é de se supor também que existam cláusulas que punam a possibilidade de tais “lapsos”. Eu continuava caminhando, sem respostas para minha inquietante pergunta: o que, ou quem seria o culpado por solapar a cidade de maneira tão vil e desumana?
A resposta veio quando eu já estava no conforto do lar. Ao acessar a página a concessionária prestadora dos serviços de água e esgoto em nossa cidade na Internet, descobri! E é quase um “furo de reportagem”, para usar o jargão de meus amigos jornalistas. E denunciarei o culpado agora, citando seu nome tão repugnante!!!
Todas as suposições que embalaram minha caminhada estão todas equivocadas. A verdade absoluta emergiu das trevas para a luz, no site da própria companhia!
O culpado é o Dr. Gastão. Diante dos meus olhos lá estava ele devidamente identificado no site da concessionária, o temido vilão das águas, que cometera o atentado que culminou com a falta d”água aqui na província! O personagem de desenho que segundo a empresa “quer acabar com a água do planeta e deixar o mundo repleto de sujeira”. Para isso, o vilão faz vários planos para impedir que a água chegue até a casa das pessoas, poluindo os rios e provocando vazamentos nas redes de água”, tido como o inimigo “número 1” da empresa.
Enfim, podemos agora responsabilizar alguém. As autoridades já sabem a quem atribuir a culpa pelo “caos” instalado na amada Franca. O pulha que está causando o “apocalipse das águas” é o “Dr. Gastão”, conspirador e sabotador a quem procurávamos; que tem trazido tanto sofrimento, confusão e prejuízo a nosso povo. Se duvide, confira em (http://www.clubinhosabesp.com. br/clubinho—sabesp/turminha/dr—gastao/dr—ga.asp).
E isso. Continuam desafiando nossas inteligências... Então, que achem, prendam e processem o tal do “Gastão”, mas não nos deixem sem água! E, se eu puder dar um conselho sério, pressionem para saber se o contrato que prende Franca à Sabesp tem cláusula de penalização à empresa. Os vereadores, ao não lerem, não verificaram isso quando era necessário.
Ricardo Veríssimo Júnior
Funcionário público, ex-conselheiro da Saúde e do Comércio
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