Vereador Marcelo Mambrini presta depoimento no Ministério Público


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O vereador Marcelo Mambrini (PMN) prestou depoimento ontem no Ministério Público sobre a sua autodenúncia de prevaricação durante o período em que foi presidente da Câmara em 2006. Mambrini mudou a versão dada ao Comércio em 24 de junho, quando disse em entrevista gravada que havia prevaricado por não prender o servidor José Carlos Granzotti - que estaria preenchendo a declaração do Imposto de Renda do vereador no local e horário de trabalho. Ontem, afirmou que não sabia das supostas atividades irregulares do servidor. O promotor Paulo Borges deve tomar o depoimento de Granzotti, também investigado, ainda hoje. Mambrini começou seu depoimento dizendo que conheceu Granzotti em 2005, seu primeiro ano de mandato, ocasião em que o servidor se ofereceu para preencher sua declaração. Já em 2006, período que o vereador foi presidente da Câmara, Granzotti foi contratado novamente para o serviço. Mambrini disse estar certo de que o servidor faria “o bico” em casa. O promotor perguntou por que Mambrini declarou à imprensa que deveria ter prendido em flagrante o funcionário pelo crime de peculato (apropriação indébita praticada por funcionário público). O vereador disse que “prenderia se soubesse” e que apenas em 2008 veio ao seu conhecimento que Granzotti fazia os serviços no prédio da Câmara por informações de terceiros. Mambrini falou com a reportagem após o depoimento e disse - apesar de sua “auto-denúncia”, em junho, ter sido gravada - que a imprensa distorceu o fato. “Deram mais importância para esta minha declaração de prevaricação e não mostraram o crime evidente de peculato deste funcionário”, disse o vereador. O promotor Paulo Borges disse que a investigação continua e que o próximo passo será a análise de documentos. “Devemos agora requisitar algumas informações da Câmara, procedimentos que lá existem, além de ouvir pessoas que teriam recebido esta prestação de serviços”, afirmou.

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