Investigador preso nega esquema de propinas


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O investigador Nilson Ruela, preso desde o dia 11 de junho acusado de corrupção passiva, saiu do presídio especial da Polícia Civil, em São Paulo, e veio a Franca prestar depoimento ontem. O policial negou qualquer tipo de envolvimento no recebimento de propina para fazer vistas grossas no combate à pirataria. Acompanhado dos advogados, o policial prestou depoimento por mais de uma hora ao juiz da 1ª Vara Criminal, Luciano Franchi Lemes. De acordo com a defesa, negou todas as acusações. Alegou que não pegou dinheiro de camelôs e que o valor apreendido em seu carro era proveniente de um empréstimo. Teria tentado fugir supostamente ao notar que estava diante de uma armação. Após ser ouvido, Ruela voltou para o presídio. Seus advogados alegam que a prisão teria sido irregular e ingressaram, ainda na tarde de ontem, com um pedido de liberdade provisória e relaxamento do flagrante. Os promotores do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) não foram encontrados para comentar o depoimento do investigador. Uma nova audiência está marcada para o próximo dia 6. Na oportunidade, serão ouvidas as testemunhas de acusação. Segundo a Promotoria, o investigador recebia cerca de R$ 2,3 mil todas as semanas para não apreender CDs piratas e avisar sobre “batidas” policiais.

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