Bebidas e brigas eram rotina


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Gentil e seu filho Gerson eram naturais de Cajuru (SP) e moravam em Capetinga havia cerca de dez anos. Ambos já são velhos conhecidos da polícia devido às constantes brigas motivadas pelo consumo excessivo de bebida alcoólica. No dia 4 de junho, Gerson foi ao Fórum da cidade para prestar depoimento num processo que figurava como réu por ter agredido o pai meses antes. Segundo a denúncia, ele chegou em casa bêbado e agrediu Gentil com socos e pontapés. Teria jogado um copo na direção dele e machucado sua mão. “A vítima tinha problema mental e o pai era alcoólatra. Os dois bebiam muito e sempre éramos acionados para intervir. Havia um trabalho de assistência social com os dois visando a prevenir este tipo de situação. Infelizmente, não foi possível”, comentou o sargento Oliveira, responsável pela Polícia Militar de Capetinga. O cabo Esteves disse que já compareceu diversas outras vezes na residência para atender a ocorrências de brigas entre pai e filho. “Eles já foram intimados a comparecer no Fórum algumas vezes por causa das desavenças. Também foram feitos vários BOs envolvendo os dois. Apesar de ter problema mental, a vítima fazia uso de bebida alcoólica e não tomava os medicamentos”. O aposentado Ernestino Gomes da Silva, que ouviu o autor afirmar que havia matado o filho, contou que já havia presenciado desavenças anteriores entre as partes. “Eles brigavam direto. Ele me falou que o filho batia nele. Por isto matou ele”.

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