Sem água, fábricas dispensam funcionários


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TUDO PARADO - Máquinas paradas em fábrica da cidade por causa da falta d´água; prejuízo para empresários da cidade
TUDO PARADO - Máquinas paradas em fábrica da cidade por causa da falta d´água; prejuízo para empresários da cidade
Além do incômodo causado à população de uma forma geral, a indústria também chegou a ser afetada diretamente pela falta de água na cidade. Ontem, pelo menos duas empresas resolveram parar a produção e dispensar seus funcionários. Além disso, o Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca) chegou a enviar um comunicado para que os associados que não contavam com fonte própria de água para que dispensassem seus funcionários. De acordo com o Sindifranca, de 62 empresas que comunicaram sua situação ao sindicato, 37 não contavam com fonte própria de abastecimento, sendo que 25 delas estavam sem água. Uma dessas empresas foi a Agostini Calçados, que teve que dispensar seus funcionários. “Estava acarretando uma série de constrangimentos, aí tivemos que parar”, disse o gerente da fábrica, José Carlos Cardoso. A fábrica, que produz de 250 a 300 pares de calçados por dia, chamará os 20 funcionários de volta ao trabalho quando a distribuição de água estiver normalizada. Até onde a produção não parou, alguns funcionários tiveram que ser dispensados. “Algumas funcionárias não puderam vir trabalhar porque as creches fecharam por causa da água e elas não tinham com quem deixar os filhos”, disse Célio Donizeti de Paula, proprietário da Feetcal. NA MIRA DO PROCON O Procon Franca realizou ontem uma diligência para confirmar supostos abusos cometidos por empresas distribuidoras de água, que estariam vendendo os galões com preço acima do mercado por causa da crise da Sabesp. De acordo com o diretor do Procon, José Antônio Guimarães, foram visitados oito estabelecimentos, mas não houve a constatação de venda acima do valor de mercado, algo que varia de R$ 4 a R$ 4,50.

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