Funcionários vão à exaustão pelo 195


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DESESPERO -  Funcionários do setor de atendimento da Sabesp tiveram de se desdobrar para conseguir atender aos telefonemas da população
DESESPERO - Funcionários do setor de atendimento da Sabesp tiveram de se desdobrar para conseguir atender aos telefonemas da população
O setor responsável pelo recebimento das ligações dos consumidores e dos pedidos para abastecimento com os caminhões-pipas da empresa sofreu para dar conta de tantos telefonemas. Na manhã de ontem, funcionários de quase todas as repartições do escritório se desdobravam para poder atender a uma demanda de solicitações à qual não estavam acostumados. O serviço de 195 não sabia quantos atendimentos já havia prestado. As anotações apareciam em pedaços de papel e eram jogadas sobre a mesa da secretária da gerência, Patrícia Pinheiro Silva, uma das responsáveis pelo setor. Foi Patrícia quem exemplificou com mais propriedade o que acontecia com o corpo de funcionários. O sentimento, segundo ela, era de impotência. No contraponto às informações técnicas divulgadas pela companhia e até pela imprensa era possível ver gente cansada, correndo de um lado para outro na tentativa de pelo menos tentar resolver a crise e amenizar o problema dos consumidores. “Eu venho aqui para trabalhar e preciso resolver essas questões, mas não estou conseguindo, porque vou somatizando tudo o que vejo. Quando chego em casa desabo a chorar”, afirmou Patrícia, que se disse comovida ao ver a fila de pessoas do lado de fora do muro da Sabesp procurando encher garrafas de refrigerantes, baldes e galões com a água que um funcionário oferecia de mangueira. “Estamos nos sentindo todos muito impotentes, porque queremos ajudar, mas não temos como”.

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