“Não temos recursos financeiros”, disse presidente


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O presidente da Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, disse, na última segunda-feira, que a empresa tem tentado negociar imóveis para quitar as dívidas trabalhistas - em torno de R$ 6 milhões -, mas ainda não conseguiu juntar o montante. Por conta disso, convocou o Sindicato dos Sapateiros e propôs outras alternativas de pagamento aos funcionários. Comércio da Franca - A empresa vai pagar os funcionários até o vencimento do prazo estipulado no plano de recuperação (31 de julho)? Miguel Sábio de Mello Neto -Continuamos batalhando. Trabalhando para desmobilizar, vender patrimônio. A gente tem uma data para cumprir, mas está difícil de acertar como acertamos as outras parcelas. Não temos recursos financeiros. As coisas, infelizmente, não acontecem na velocidade que precisamos. Comércio - Você considera o valor da dívida alto? Miguel - É um valor relativamente alto. Mas estamos fazendo reuniões freqüentes com o pessoal, a diretoria do Sindicato (dos Sapateiros), que representa a maioria dos funcionários, e temos transmitido que a gente continua nesse empenho para vender patrimônios. Comércio - O que será feito caso a empresa não consiga recursos até o dia 31? Miguel - Se a gente não conseguir, eventualmente, negociaria alguma propriedade ou pediria alguma carência, um prazo maior. O Sindicato deverá convocar assembléia para transmitir isso para o pessoal. A gente sabe que é um compromisso que tem que cumprir, mas depende de recursos, não posso fazer milagre. Comércio - A empresa pode pedir essa prorrogação? Miguel - Desde que tenha uma boa negociação com os funcionários, temos essas duas possibilidades que eu falei. Ou pagar com imóvel ou prorrogar um pouco mais o prazo. Aí entra uma questão judicial, que terá “ok” dos trabalhadores da Samello, do administrador judicial e dos advogados se entenderem para conseguir mais prazo. Não sabemos qual será esse prazo e não sabemos se interessaria para eles (funcionários) pegar alguma coisa em imóvel. Comércio - Se os funcionários não concordarem? Miguel - Não sei juridicamente como funciona. De qualquer modo temos essa válvula de escape.

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