A coordenação local do movimento de GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) anunciou, nesta semana, a data da 2ª Parada Gay de Franca. O evento está confirmado para o dia 21 de setembro, no Parque de Exposições “Fernando Costa”. A expectativa da organização é atrair 30 mil pessoas. Para participar, será preciso doar um quilo de alimento não perecível.
Com os temas “Nosso amor não é diferente” e “O respeito é a diferença”, a parada começa às 13 horas e segue até 22 horas. A festa será comandada por DJs regionais e terá shows de drag queens e go-go boys. “Teremos, pelo menos, 15 DJs. Estamos negociando com uma drag queen famosa, mas não fechamos ainda”, disse Gilberto Mendes de Almeida, coordenador-regional do movimento GLBTT.
A organização também pretende trazer para o evento modelos da revista G Magazine. O contrato deverá ser fechado na próxima semana. “Estamos em contato com os empresários e poderemos divulgar os nomes dos nossos convidados”, disse Gilberto, acrescentando que não serão convidadas autoridades políticas por conta do período eleitoral.
Em 2007, a parada reuniu, segundo os organizadores, 16 mil pessoas. A Polícia Militar, no entanto, estimou que entre 4 mil e 5 mil pessoas entraram no “Fernando Costa”. Famílias inteiras, inclusive com crianças e idosos, foram ao parque conferir a festa de cores promovida pelos gays e simpatizantes. Neste ano, a organização quer mais. Quer atrair 30 mil pessoas e arrecadar mais de 30 mil toneladas de alimentos.
As doações serão encaminhadas para o Fundo Social de Solidariedade que ficará responsável pela distribuição dos alimentos. “No ano passado, arrecadamos 6 toneladas e distribuímos direto para as entidades, mas agora o Fundo Social já disponibilizou os caminhões que ficarão na porta do parque para recolherem os produtos”, disse Gilberto.
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O MOVIMENTO
A primeira parada gay de São Paulo aconteceu em 1997, na Avenida Paulista, capital, e contou com a participação de 2 mil pessoas. Hoje é um dos eventos turísticos marcados no calendário do País. Em março deste ano, reuniu 5 milhões de pessoas.
Para Gilberto, o movimento é uma das formas dos homossexuais chamarem a atenção da população e quebrar o preconceito da sociedade. “Nós só queremos respeito e dignidade”.
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